Tagore mistura baião com rock psicodélico: "Não soa tão óbvio", diz vocalista

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Grupo formado por parente distante do poeta Ariano Suassuna busca referências em Alceu Valença, Tom Zé e The Doors

Perguntado sobre o estilo de seu grupo, Tagore Suassuna descreve que "não soa tão óbvio". O vocalista também toca violão e lidera o pernambucano Tagore, que mistura baião com rock psicodélico e lança agora o primeiro disco, "Movido a Vapor".

Divulgação
O grupo pernambucano Tagore

"A gente faz essa mistura, essa alquimia de ingredientes, que se for comparar à uma receita do bolo, pode-se dizer que a receita é mais importante. Não só a mistura do som regional com o psicodélico, mas sim como se faz isso", explica ao iG.

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O Tagore lança "Movido a Vapor" na próxima terça-feira (16) na Noites Café Com Leche, que acontece na casa Da Leoni (r. Augusta, 591), em São Paulo, às 20h.

As referências nacionais presentes no disco, cantado em português, vão de Alceu Valença a Tom Zé, que são homenageados com versões, respectivamente, das músicas "Morena Tropicana" e "Todos os Olhos".

O líder do grupo de letras bem-humoradas tem um leve parentesco com o dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta Ariano Suassuna, morto em julho deste ano. Ariano era primo do avô de Tagore.

"Diretamente, diria que não somos influenciados (pela obra de Ariano), mas não tem como negar que quem nasce aqui (na região Nordeste) desde pequeno está inserido nessa cultura."

Em atividade há três anos, o Tagore conta também com Caramurú Baumgartner (percussão, voz), Diego Dornelles (baixo, guitarra, sintetizador), Gustavo Perylo (bateria) e João Cavalcanti (baixo, guitarra, sintetizador).

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