Banda Interpol ao iG: "Estamos fazendo nossos melhores shows"

Por Susan Souza , iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Guitarrista Daniel Kessler fala sobre o processo de composição do novo disco, "El Pintor", e confirma apresentação no Brasil

O intervalo de quatro anos entre o lançamento dos discos "Interpol" (2010) e "El Pintor" (2014) parece ter sido saudável ao grupo nova-iorquino Interpol, que está "cada vez melhor", afirma ao iG o guitarrista Daniel Kessler sobre o quinto trabalho de estúdio da banda.

Interpol lança o disco 'El Pintor'. Foto: DivulgaçãoInterpol lança o disco 'El Pintor'. Foto: DivulgaçãoInterpol lança o disco 'El Pintor'. Foto: DivulgaçãoInterpol lança o disco 'El Pintor'. Foto: DivulgaçãoInterpol lança o disco 'El Pintor'. Foto: Divulgação

Em 10 faixas, o grupo reafirma a identidade obscura moldada por riffs pegajosos que o tornou conhecido no começo dos anos 2000. As melodias de "My Desire", "Anywhere" e "Twice As Hard" soam como uma releitura madura de Kessler, Paul Banks e Sam Fogarino - agora perto dos 40 anos de idade - das origens da banda.

"Eu me sinto bem agora. Estamos fazendo nossos melhores shows. Não é a mesma banda que gravou da última vez, mas estamos bem ajustados em muitas das canções. Estamos ficando cada vez melhores."

Siga o iG Cultura no Twitter

O guitarrista garante que a nova turnê passará pelo Brasil em 2015. Já o disco "El Pintor" chega oficialmente na próxima segunda-feira (8), com mudanças de dinâmica dentro do grupo, em atividade desde 1997. O vocalista Paul Banks assumiu as linhas de baixo, que eram desenhadas pelo baixista Carlos Dengler até sua saída, em 2010, pouco depois das gravações do disco "Interpol".

"Em 2012, voltei para casa, fui cuidar das minhas coisas, rever meus amigos. Comecei a pensar em músicas novas, que depois viriam a fazer parte de 'El Pintor'. Também fiz um disco com um amigo meu, que será lançado em 2015 e é todo instrumental", explica Kessler sobre as atividades entre um disco e outro.

Divulgação
Interpol lança o disco 'El Pintor'

Nesse período, além de se reorganizarem como banda, os integrantes do Interpol se engajaram em atividades paralelas. Paul Banks saiu em turnê com um projeto solo. Já Daniel Kessler ousou ainda mais e se associou ao chef Andrew D’Ambrosi e ao empresário Ravi DeRossi para abrir o restaurante Bergen Hill, no Brooklyn.

Apesar de se envolver em outras áreas, Kessler é marcado pelo legado de "Turn On The Bright Lights", o bem-sucedido disco de estreia lançado pelo Interpol em 2002. Em "El Pintor", o grupo parece disposto a retomar, com sutileza, o post-punk que o destacou no começo dos anos 2000 ao lado de nomes como Strokes, White Stripes e Hives.

"Não penso na indústria da música quando estou compondo. Penso na oportunidade de me juntar com a banda para fazer algo que seja novo, talvez até melhor do que fizemos antes. Não fico pensando se as pessoas vão gostar disso ou daquilo, ou se vai funcionar. Se você for por esse caminho, se perde."

O guitarrista diz que buscou inspiração nas próprias turnês e em inúmeras visitas a galerias de arte, sem se deixar influenciar por expectativas alheias. "A coisa mais honesta a fazer é me perguntar: 'O que eu quero tocar agora?'. Isso torna tudo bem melhor. Se você está satisfeito com as músicas, as pessoas que gostavam do grupo desde o começo vão sentir isso da mesma forma."

"El Pintor" foi gravado nos estúdios Electric Lady e Atomic Sound, ambos em Nova York, com produção majoritária da banda. A arte da capa é uma fotografia antiga, explica Kessler, que foi sugerida pelo designer Sean McCabe, responsável pela arte dos discos anteriores "Turn On The Bright Lights" e "Antics".

Leia tudo sobre: InterpolEl Pintordiscomúsicaentrevista

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas