Com Casarão do Vinil, dono de sebos quer fazer da Mooca uma referência em LPs

Por Susan Souza , iG São Paulo | - Atualizada às

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Engenheiro conhecido como Manezinho da Implosão inaugura espaço com venda de álbuns e compactos neste sábado (6)

Mais de um milhão de discos de vinil compõem o acervo de Manuel Jorge Dias, o "Manezinho da Implosão", que se prepara para inaugurar no sábado (6) um terceiro espaço com foco ainda maior nos bolachões. O Casarão do Vinil será aberto no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.

Fachada do Casarão do Vinil. Foto: DivulgaçãoCasarão do Vinil, novo espaço na Mooca focado em discos e compactos. Foto: DivulgaçãoCasarão do Vinil, novo espaço na Mooca focado em discos e compactos. Foto: DivulgaçãoCasarão do Vinil, novo espaço na Mooca focado em discos e compactos. Foto: DivulgaçãoManezinho da Implosão mostra acervo de 1 milhão de discos. Foto: DivulgaçãoManezinho da Implosão posa com o detonador usado para derrubar o complexo penitenciário do Carandiru. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados pelo Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados pelo Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados pelo Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados pelo Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: DivulgaçãoOs sebos da Mooca, fundados por Manezinho da Implosão, têm acervo grande de discos de vinil. Foto: Divulgação

"Tudo isso é fruto de um empreendimento fracassado e de uma ideia criativa. Foi uma terapia após um sequestro, depois virou um processo prazeroso e agora é um negócio rentável", conta o empresário ao iG.

Engenheiro de minas especializado em implosões (tendo participado de demolições famosas como a do complexo penitenciário do Carandiru, do edifício Palace 2 e do estádio da Fonte Nova), Jorge, ou Manezinho da Implosão, sonha em fazer do bairro da Mooca "uma referência em discos de vinil".

O empresário já administra, desde o começo dos anos 2000, dois sebos dedicados a livros, móveis, quadros e, em maioria, discos de vinil. Estes são vendidos ao preço único de R$ 5. 

Feirões conhecidos no Facebook pela página "Feirão 1 milhão de LPs" trouxeram visibilidade aos galpões de Jorge, que além do preço popular também oferece, a cada disco comprado, mais um disco de brinde.

O próximo passo para estabelecer seu "império a favor da cultura fonográfica" na Mooca será a abertura do Casarão do Vinil, que virá com a promessa de ter ainda mais raridades e conforto na hora do "garimpo" musical.

Casarão do Vinil

Para o novo espaço a ser inaugurado no próximo sábado (6), o empresário separa 80 mil compactos, a maioria de música brasileira. Haverá ainda LPs de rock nacional e importados, além de outros gêneros musicais. Todos os itens, assim como nas outras unidades, são usados.

O Casarão terá um café no local e, futuramente, será o abrigo de um espaço cultural. Uma das principais diferenças do Casarão em relação às outras duas unidades está na melhor disposição dos álbuns, além do acervo mais raro.

Os preços serão diferentes, por conta do acervo mais selecionado, e o culto de "garimpar" será mantido, já que os discos não estarão separados por gênero ou ordem alfabética.

Alguns LPs que estarão disponíveis na nova casa são: Wilson Simonal ("Alegria Alegria"), Jimi Hendrix ("The Cry of Love"), Itamar Assumpção, Racionais Mc's ("Liberdade de Expressão") e Pink Floyd ("The Division Bell").

Uma terapia que virou negócio

No ano 2000, depois de "cometer a loucura de comprar cinco carretas de roupas femininas e não saber onde colocar", Jorge montou uma loja que não vingou. O estoque acumulado foi sendo trocado por livros em um "escambo" que passou a gerar interesse pelo local.

"As pessoas começaram a trazer discos de vinil em um esquema de trocas que me favorecia. A loja virou um grande centro para trocar e assim foi expandindo."

Entre trocas e compras, Jorge acumulou um acervo de mais de 1 milhão de LPs, cerca de 400 mil compactos, 200 mil livros, 60 mil discos de 78 rotações, 7 mil quadros e muitos outros objetos, como máquinas de escrever, móveis, bibelôs e demais antiguidades.

Os discos de vinil são os mais cobiçados, destacando-se muito por conta do preço. Nos espaços que ficam na rua da Mooca e na rua do Oratório, Jorge explica que os discos são para "garimpo", ou seja, os "ratos de sebo" precisam procurar com calma porque os discos estão misturados.

Após passar por um sequestro, em 2001, o engenheiro e empresário se dedicou mais à expansão e comercialização de suas coleções como uma forma terapêutica, e foi ganhando gosto pela atividade cultural.

"Tudo foi comprado e trocado ao longo dos anos. Eu me fascinei pela beleza das capas e volume de informações dos encartes", conta, encantado em meio a pilhas de discos e próximo ao detonador que implodiu o complexo do Carandiru, em 2002. Por enquanto, este é um dos poucos objetos que não está à venda.

Onde garimpar:

Unidade da rua da Mooca, 3401
de segunda a segunda, das 8h às 18h

Unidade da rua do Oratório, 273
apenas aos finais de semana, das 8h às 18h

Casarão do Vinil, na rua dos Trilhos, 1212
inaugura no sábado (06/9). O funcionamento será de segunda a segunda, das 8h às 18h

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