"Pensei que cantaria por período muito curto", diz Placido Domingo, 73 anos

Por Reuters |

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Com planos de trabalhar por pelo menos mais 3 anos, cantor espanhol vem ao Brasil para a Copa e concerto no Rio

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Com a aproximação da Copa, os fãs do futebol vão inevitavelmente direcionar a conversa para o jogo bonito. Isso inclui Placido Domingo, que aos 73 anos explica ser capaz de ainda ajoelhar-se para declarar amor à ópera.

"Eu fui goleiro e sei como me jogar no chão", disse o cantor espanhol de ópera. Mesmo com a ajuda de seu passado no esporte, o tenor que se tornou barítono nunca poderia imaginar onde estaria hoje, ainda cantando nos palcos de todo o mundo.

Após a sua última performance no sábado, na ópera "Thaís", Domingo vai para a Europa antes de ir ao Brasil para a Copa do Mundo. Ele vai chegar a tempo das quartas de final e está torcendo por sua amada Espanha.

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O cantor Placido Domingo posa para foto em Los Angeles (03/06)

As apresentações de Domingo incluem um concerto no Rio de Janeiro dois dias antes da final. Não há dúvidas sobre onde ele estará no dia 13 de julho: no estádio do Maracanã. "Eu assisto às finais desde 1974", contou.

Ele exerce a dupla função de cantor e diretor geral da Ópera de Los Angeles, onde neste fim de semana encerra a 28ª temporada como o monge apaixonado Athanael na ópera de Massenet "Thaís", o 139º papel de sua carreira.

Há cerca de 18 anos, Domingo assumiu a direção da Ópera Nacional de Washington, e há mais de uma década está na atual função. "Eu realmente pensei que cantaria por um período muito curto", disse à Reuters em uma entrevista nesta semana no pavilhão Dorothy Chandler, onde se apresentou pela primeira vez em 1967.

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Depois de se recuperar de uma embolia pulmonar no ano passado, Domingo atribui sua carreira a uma paixão pelo que faz e à sorte de manter a voz intacta. "Muitas pessoas mais novas do que eu não cantam mais, e eu ainda estou cantando", disse Domingo. "Eu não sei por quanto tempo. Talvez por duas semanas. Em todo caso, meus planos são para mais três anos, pelo menos" disse.

A escolha de Domingo de se juntar à novata Ópera de Los Angeles em meados dos anos 80 agora parece sábia. Uma de suas atribuições à época era cultivar relações com a comunidade criativa de Hollywood e despertar o interesse pela ópera nos diretores de filmes.

A Ópera de Los Angeles é hoje um símbolo no cenário urbano e artístico da cidade ao lado da Filarmônica de Los Angeles, vizinha da Sala de Concertos da Walt Disney.

Domingo vai abrir a nova temporada da Ópera de LA em setembro no papel do pai Giorgio Germont em "La Traviata', ambientada nos anos 20 e com cenário art déco, com direção de sua mulher, Marta. "Nós temos que fazer coisas instigantes para as novas pessoas", disse Domingo.

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