Exibição é versão ampliada da mostra londrina que veio ao Brasil no início do ano

Reuters

O período intensamente produtivo de David Bowie em Berlim, quando ele fez os álbuns emblemáticos "Heroes" e "Low" , lançou a carreira solo de Iggy Pop e se livrou do vício em drogas é o tema de uma nova exibição inspirada na exposição de sucesso no ano passado em Londres, e que veio ao Brasil no início do ano .

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Chegando de Los Angeles em 1976, exausto de suas travessuras como "Ziggy Stardust" e outras personagens de palco, ele abandonou as roupas glamourosas do rock e o cabelo comprido por uma vida mais discreta documentada na exibição Berlim Martin Gropius Bau, uma versão ampliada da exposição que quebrou recordes de bilheteria no Victoria & Albert Museum, em Londres.

Capa de 'Heroes', de David Bowie
Divulgação
Capa de 'Heroes', de David Bowie

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"Se as pessoas o vissem em um bar em Berlim elas simplesmente diriam: 'E daí, eu também toco em uma banda'. Bowie gostava disso, não havia fãs gritando e ele não foi tratado como uma estrela", lembra Peter Radszuhn, que trabalhou no Hansa Studios, em Berlim, onde Bowie gravou, e agora é diretor de música na Rádio Eins, de Berlim.

Conforme mostram as fotos em exibição, Bowie estava revivendo a vida boêmia de Berlim antes da guerra, descrita por seu amigo Christopher Isherwood em livros que inspirariam o musical "Cabaret".

Fascinado pelas pinturas intensas e o cinema do expressionismo alemão, o teatro de Bertolt Brecht e a paisagem de Guerra Fria na cidade, ele e seu colaborador Brian Eno produziram os sons de Krautrock, com algumas das faixas mais interpretadas por Bowie, bem como algumas músicas menos famosas.

A era Berlim foi tão influente que Bowie descreveu os discos que fez na cidade como "meu DNA".

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