Jack Johnson convida fã para tocar e cantar com ele durante show em São Paulo

Por Susan Souza , iG São Paulo | - Atualizada às

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Com uma boa banda de apoio e hits de folk-rock na manga, músico havaiano toca por duas horas

Na sexta-feira (14), o show paulistano da turnê de Jack Johnson trouxe uma surpresa: um fã foi chamado para cantar e tocar com o artista no palco, coisa rara de ser ver nos shows do músico havaiano, que veio pela terceira vez ao Brasil. Morador de São Paulo, Hugo Leonardo de Carvalho, 22 anos, explicou ao iG qual foi a estratégia que usou para ser notado pelo cantor (mais de uma vez).

Jack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNewsJack Johnson se apresenta em São Paulo. Foto: AgNews

Em 2011, Hugo foi aos shows de Johnson no Rio e em São Paulo e ficou na grade perto do palco em ambos, sempre vestindo uma mesma camiseta amarela. Nas duas vezes, o fã pediu a palheta do músico, mas sem muito sucesso. "No Rio ele jogou a palheta, mas eu não consegui pegar. Fiquei emocionado. Ele veio pessolmente, me deu outra palheta e me abraçou", relembra.

Já em 2014, o fã mudou a abordagem e, usando a mesma camiseta amarela de 2011 "para ajudar o Jack a se lembrar", foi ao show do Rio na última quinta (13) com um cartaz no qual perguntava se o músico se lembrava dele. "(No Rio) pedi para tocar uma música com ele no camarim, mas nada (aconteceu). Em São Paulo, pedi de novo". Generoso, Jack não apenas levou o jovem para cantar no palco como ainda emprestou um violão. "Não sei nem explicar como foi a sensação, não conseguia pensar em nada", disse Hugo.

O bom astral de Jack Johnson

Em duas horas de apresentação no abarrotado Espaço das Américas, JJ, 38 anos, não deixou de fora as canções que o fizeram famoso e queridinho dentro de um estilo folk-rock, surf e pop de digestão suave, como "Upside Down", "Flake", "Taylor" e "Times Like These". O show ainda trouxe músicas do mais novo trabalho, "From Here to Now to You", de 2013, como "I Got You" e "Washing Dishes".

Interessado em mostrar que se mantém curioso por música brasileira, Johnson reciclou no melhor estilo sustentável as homenagens ao País, mostradas em sua visita anterior, como trechos incidentais de "Umbabarauma (Homem Gol)" e "Mas Que Nada", famosos na voz de Jorge Ben Jor, que envolveram a música "Staple it Together", do disco "In Between Dreams", de 2005.

O músico também reaproveitou outra cover de seu repertório antigo com uma inserção da faixa "I Wanna Be Your Boyfriend", dos Ramones, mas com um arranjo limpo e adocicado. Da metade para o final do show, a faixa "Constellations", também do disco "In Between Dreams", foi acrescentada a pedido de uma fã que estava na grade com uma faixa.

A banda de apoio deu um show à parte, principalmente o multi-instrumentista performático Zach Gill, encarregado de todas as teclas da banda, de escaletas a acordeon. Zach costuma agradar quando demonstra sua potência vocal de pegada bluseira, assim como o baixista Merlo Podlewski, que também participou cantando rapidamente.

Música e sustentabilidade

Johnson merece a fama de bom sujeito, seja pelas músicas de bom astral que interpreta, pela postura sorridente ou preocupação com detalhes como o uso de copos pela plateia. A pedido do cantor, a água distribuída gratuitamente ao público só pode ser servida em copos e outros recipientes retornáveis para evitar o desperdício e o acúmulo de lixo.

Conhecido por seu ativismo ecológico, Johnson deixou uma marca alegre. Ao fim do show, ao contrário do que normalmente se encontra, poucos copos cobriam o chão da casa de shows, demonstrando que a iniciativa funciona se bem direcionada.

Jack Johnson tocou no Rio na quinta (13), onde aproveitou para fazer uma ação ecológica na Prainha, na zona oeste do Rio, e dar aulas de surf a crianças carentes. A terceira visita do músico ao Brasil foi encerrada em Florianópolis no sábado (15), no Devassa On Stage.

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