"A gente chegou em lugares nessa música que eu pensava: 'Nossa, que perigo'", diz a cantora sobre "Megalomania"

Enquanto o país espera o Carnaval passar para começar a trabalhar, Tulipa Ruiz já está na batalha. No domingo (23), como madrinha do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, a cantora puxou milhares de foliões paulistanos. “Agora sou madrinha perpétua, tenho esse cargo!”, conta.

A cantora Tulipa Ruiz e músicos de sua banda
Rodrigo Schmidt/Divulgação
A cantora Tulipa Ruiz e músicos de sua banda

“Eu fui sem saber direito como era, achei que fosse uma turminha ali, descendo até a Praça Roosevelt... Meu, fiquei chocada! A Augusta inteira tomada! Foi divertidíssimo.”

E nesta terça-feira (25) Tulipa mantém o clima de festa lançando uma faixa inédita, “Megalomania”, para download gratuito no site www.tuliparuiz.com . “É uma música de ‘entressafra’, ainda nem estou pensando em disco novo, só vou pensar nisso depois do último show do Tudo Tanto.”

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A canção nasceu de forma espontânea, a partir de um comentário do baixista da banda de Tulipa, Marcio Arantes, em uma passagem de som. “Ele apontou para um amplificador e disse: ‘Vocês acham que é muita megalomania eu usar esse?’”, diz a cantora. O resto do grupo caiu na gargalhada e nasceu o refrão, “é megalomania dele”.

“Eu gravei no meu celular e todo mundo esqueceu. Aí eu fui fazer back-up para atualizar o iPhone, encontrei e foi: ‘Como eu me esqueci disso? Foi tão divertido naquele dia!’.”

A banda se reuniu, terminou a composição, e estreou “Megalomania” em uma apresentação no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no começo de fevereiro. “Logo depois, todo mundo começou a me escrever falando dela, vi que precisava gravar agora. É uma música para dançar, para tocar na festinha.”

Em termos sonoros, a faixa aponta para vários lados. “Ela acabou sendo uma ‘mistureba’”, explica Tulipa. “Passou por várias etapas. A gente chegou em lugares nessa música que eu pensava: ‘Nossa, que perigo’. Teve guitarrada, a coisa operística do Evanescence, (o grupo new age) Enigma – ela virou algo frenético, cheia de referências.”

A forma de lançamento, de forma avulsa e gratuitamente pela internet, segue a linha de independência da artista – os dois álbuns, "Efêmera" (2010) e "Tudo Tanto" (2012), também podem ser baixados sem custo no site, além de estarem disponíveis em CD e vinil. “Não deixa de ser um experimento. Não sei muito qual vai ser a consequência, as ações hoje não são nada replicáveis. Às vezes dá certo para um artista, mas não para o outro. E eu nunca tive essa experiência, de soltar uma só música ao léu. Agora que entendi isso: tem coisas que não pertencem a um disco mesmo.”

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