Cronista de uma era, Lou Reed foi músico inquieto, sensível e genial

Por iG São Paulo - Eva Joory, especial para o iG |

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Ouvir o cantor, que morreu neste domingo aos 71 anos, é entender um pouco a história do rock

Guitarrista e líder de uma das bandas mais seminais e influentes do século 20, o Velvet Underground, Lou Reed, que morreu neste domingo (27) aos 71 anos, foi um músico inquieto, sensível e genial. Cronista de uma era, Reed foi um dos primeiros músicos a chamar atenção para os travestis, a droga e o submundo das ruas de Nova York, com suas letras cruas e ao mesmo tempo sedutoras. "Walk on the Wild Side", e "Candy Says" são provas disso.

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Reed e sua turma, John Cale, Nico, Sterling Morrison e Maureen Tucker eram cria de Andy Warhol e passavam os dias na famosa Factory, mix de ateliê e ponto de encontro de famosos, artistas decadentes e em ascensão, e todo o grand monde que circulava na Nova York dos anos 60.

Lou Reed (1942-2013). Foto: Getty ImagesLou Reed (1942-2013). Foto: APLou Reed (1942-2013). Foto: APLou Reed (1942-2013). Foto: APLou Reed (1942-2013). Foto: Marco TomazzoniLou Reed (1942-2013). Foto: ReproduçãoLou Reed (1942-2013). Foto: Getty ImagesLou Reed (1942-2013). Foto: DivulgaçãoLou Reed (1942-2013). Foto: DivulgaçãoLou Reed (1942-2013). Foto: Getty ImagesLou Reed (1942-2013). Foto: DivulgaçãoLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/FacebookLou Reed (1942-2013). Foto: Reprodução/Facebook

O mais fascinante nele eram a sua imprevisibilidade e sua rebeldia, atributos sempre presentes nas suas letras, nas suas atitudes e até mesmo no seu modo de vida. Foi casado com uma travesti. Usava drogas e bebia. Saiu brigado com todos do Velvet Underground, inclusive com Warhol. Fez as pazes depois e um disco ao vivo com os ex colegas de banda. E odiava a imprensa.

Mas o que de mais importante fica da extensa biografia de Reed são algumas das obras primas que lançou nos anos 1970. Impossível não citar o album conceitual "Berlin" ou os discos ao vivo como o brilhantes "Live at Max Kansas City", com o Velvet Underground, ou o solo "Lou Reed Live", um dos mais vigorosos e explosivos registros feitos ao vivo.

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Reprodução
Velvet Underground, uma das bandas mais influentes do rock

Rebelde e ao mesmo tempo sensível, Reed tinha um modo um tanto sombrio e irônico de tratar suas composições, com letras belas, como "Perfect Day" e "Satelite of Love", ou polêmicas e mais pessoais, como "Heroin".

Ele foi um camaleão. Seus discos, cada um a sua maneira, eram supreendentes. Do rock, ao pop, do experimental ao mais popular. Seu visual também: do look andrógino da sua fase glam rock , cabelos descoloridos, unhas pintadas e make pesado de "Transformer" e "Rock n Roll Animal" ao mais comedido do final da sua vida.

Sua obra, tanto com o Velvet Underground ou em carreira solo foi fundamental para pavimentar o caminho do movimento punk do começo dos anos 70 em Nova York. Serviu de inspiração para bandas como Talking Head, Blondie e Patti Smith, entre outros. Ouvir Lou Reed é entender um pouco da história do rock.

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