Do samba ao rock, artistas regravam "A Arca de Noé", disco de Vinicius de Moraes

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Com nomes diversificados como Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Erasmo Carlos e Chitãozinho e Xororó, projeto homenageia o centenário do "poetinha"

Divulgação
Capa da nova versão de "A Arca de Noé"

Muito antes da Galinha Pintadinha, Vinicius de Moraes já brincava com a personalidade dos bichos em poesias para os discos infantis "A Arca de Noé", originalmente lançados nos anos 1980 em dois volumes. A ideia de regravar os álbuns com novas vozes é de Susana Moraes, filha do "poetinha", apelido pelo qual Vinicius era conhecido.

Para dar continuidade à celebração do centenário do poeta, que completaria 100 anos neste sábado (19), as canções ganharam arranjos atualizados para o contexto da música popular brasileira de hoje, em um único volume. Há artistas que participaram na época, como Chico Buarque, e nomes inéditos no projeto, como Ivete Sangalo e Marisa Monte.

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Na regravação, saíram Elba Ramalho, Fagner, Fábio Jr, As Frenáticas, MPB4, Clara Nunes e Grande Otelo e entraram Maria Bethânia, Seu Jorge, Péricles, Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Mart'nália, Erasmo Carlos, Gal Costa, Ivete Sangalo, Marisa Monte, Miúcha e outros nomes.

Leia mais: 10 músicas para entender Vinicius de Moraes, vota na sua preferida

Vinicius de Moraes. Foto: igShow de Ivete Sangalo no Rock in Rio 2013. Foto: Felipe Panfili/AgNewsadriana calcanhoto. Foto: - DivulgaçãoMarisa Monte canta no HSBC Brasil, em São Paulo. Foto: Photo Rio NewsShow de Gal Costa na Virada Cultural. Foto: Jorge Rosenberg/iGErasmo Carlos. Foto: Jorge Rosenberg/iGArnaldo Antunes. Foto: Fernando Laszlo/ DivulgaçãoCaetano Veloso ao ser homenageado pelo Grammy Latino. Foto: AFPMaria Bethânia. Foto: AgNews

Se na primeira versão de "A Arca de Noé" já havia uma proposta de sincronizar os arranjos com o estilo de cada artista, a regravação segue a mesma linha. Há rock and roll com Erasmo Carlos em "O Pintinho", sertanejo com Chitãozinho e Xororó em "A Corujinha" e axé com Ivete Sangalo em "A Galinha D'Angola".

Nunca musicada anteriormente, "O Elefantinho", cantada por Adriana Partimpim (alterego para músicas infantis de Adriana Calcanhoto), entra como a 13ª faixa do disco, que tem 17 músicas no total. A arte da capa também foi feita pela artista que, desde 2004, lança paralelamente projetos para o público infantil.

Apenas uma das faixas se manteve intacta: "A Casa", que fecha o disco. Cantada pelo próprio poeta e tocada por Toquinho, fala sobre uma clássica casinha quase imaginária. "Era uma casa muito engraçada/ não tinha teto, não tinha nada/ ninguém podia entrar nela não/ porque na casa não tinha chão (...)/ Mas era feita com muito esmero/ Na rua dos bobos, número zero".

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