A banda participou de coletiva no Rio e falou sobre a turnê “The Global Warming World Tour”

O atraso de mais de 30 minutos para o início da coletiva do Aerosmith, realizada nesta quinta-feira (17) no Copacabana Palace, no Rio, foi deixado de lado assim que os integrantes do grupo entraram no Salão Azul.

Super bem-humorada, a banda, liderada por Steven Tyler e Joe Perry, trocou um papo cheio de brincadeiras e ótimas respostas por 40 minutos com a imprensa. No final, teve até foto com os jornalistas, pedida pelo próprio vocalista. "Nós nunca fazemos isso. Quero uma foto geral com todos", pediu o vaidoso Tyler, de 65 anos, que tinha ao lado do painel montado para as fotos um espelho de corpo inteiro para conferir a pose.

Aerosmith posa com jornalistas
Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Aerosmith posa com jornalistas

Passado o momento tietagem, o Brasil é parada da turnê “The Global Warming World Tour”, que promove o último trabalho da banda, “Music From Another Dimension”. Curitiba foi o primeiro lugar que recebeu o show do Aerosmith, na noite de terça (15). Nesta sexta (18), é a vez do Rio de Janeiro, seguido por São Paulo (dia 20, no festival Monsters of Rock) e, para fechar, Brasília (dia 23).

Quando pedido para definir a passagem pelo Brasil em uma única palavra, Tyler foi categórico: “paixão”. “Toda a América do Sul, na verdade, é quente, calorosa, apaixonante. Nós julgamos pelo público, como ele recebe a música. Os japoneses, por exemplo, prestam bastante atenção nas letras e, ao final, dão um grito de ‘ahhhh’ e só”, contou, para Joe completar: “Aqui, a emoção retorna da plateia. A espontaneidade é muito viva, temos uma resposta da plateia. Isso nos inspira a fazer shows melhores”, disse.

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Com mais de 40 anos de estrada, muitos hits, prêmios e número um em listas de álbuns mais vendidos, os músicos (além de Perry e Tyler, Joey Kramer e Brad Whitford estavam na coletiva) avaliaram a carreira e, sem dúvida, garantem fôlego para continuar fazendo o que mais amam na vida.

“Baseado no passado, o futuro parece muito bom (risos). Nós amamos o que fazemos. No fim do dia, olhamos em volta e não nos sentimos tão mal”, disse Steven. “O que mais gostamos de fazer é acordar e tocar, então não tem motivo enxergar um fim”, completou Joe.

Sobre o novo disco, o Aerosmith afirmou que lançou o que os fãs mais pediam. “Capturamos o antigo estilo da banda. Trabalhamos com nosso antigo produtor e buscamos de volta nossas raízes”, disse o vocalista. “Esse é o disco mais próximo do que fazíamos no passado. As músicas vieram do mesmo lugar que vieram nos anos 70”, falou Joe.

Fazendo o mesmo sucesso que no passado ou não, Tyler bateu novamente na tecla que o prazer é o que importa mais: “Se nós nos importamos em estar no topo? Claro. Mas continuamos a fazer música e vamos ver o que dá. E ‘vive la différence’”.

Em determinado momento, os veteranos foram perguntados o que seria mais complicado: se manter no topo ou chegar lá? “É difícil chegar, mas é mais difícil ainda se manter”, disparou Joey Kramer. A banda destacou que o cenário atual do rock produz muito e muitas coisas boas, mas que o Aerosmith “não caça tendências, as tendências é que nos caçam”.

Ausência de Tom Hamilton

O baixista Tom Hamilton foi recentemente substituído por David Hull, que acompanha Joe Perry em projeto solo. Com ausência de Hamilton, que passou por um tratamento de câncer , Brad Whitford comentou sobre o substituto:  “David é um velho amigo, já tocamos juntos há muitos anos e isso facilita muito para nós”.

Tyler pontuou que Hamilton chegou a tocar nos três primeiros shows na América Latina (Costa Rica, Venezuela e Uruguai) e que é bom que o parceiro tire um tempo para “cuidar de si mesmo”. “Ele está bem, se cuidando”.

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