The National: "Nunca tentaríamos compor uma música pop, não é a nossa missão"

Por Susan Souza , iG São Paulo | - Atualizada às

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No disco "Trouble Will Find Me", grupo mantém a estética melancólica que o tornou conhecido; baixista fala ao iG

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The National

Conhecidos pela sonoridade melancólica e letras dramáticas sobre questões existenciais e desilusões, o grupo The National é um dos mais maduros em atividade no cenário de rock alternativo. Este ano, lançou o sexto disco de estúdio, "Trouble Will Find Me", que se mantém fiel às confissões e profundidade dos trabalhos anteriores.

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O novo disco "Trouble Will Find Me"

"Todos estão definitivamente mais maduros em um certo nível porque estão casados e alguns têm filhos, mas sempre fomos assim. Nossa perspectiva de compor sempre foi desse jeito", defende com bom humor o baixista Scott Devendorf em entrevista ao iG. O National esteve no Brasil em 2008 e 2011 e ainda não tem data certa para voltar. "Talvez em 2014", diz.

Scott é irmão do baterista Bryan Devendorf. Outros dois integrantes da banda também são irmãos, os gêmeos Aaron e Bryce Dessner, ambos guitarristas. Já as letras tensas e os vocais apaixonados são comandados pelo barítono Matt Berninger. O grupo foi formado na cidade de Cincinnati, em Ohio, no ano de 1999, mas estabeleceu residência criativa no artístico Brooklyn, bairro de Nova York.

Em "Trouble Will Find Me", o National manteve as melodias delicadas e reflexivas de seus trabalhos anteriores. Entre risadas tímidas, Scott concorda que o novo título "é um pouco dramático", mas explica que "há humor também" (em tradução literal, o disco se chamaria "O problema me encontrará").

"É como uma preocupação, mas não é uma coisa paranóica", conta sobre a escolha do nome aparentemente pessimista. "Mesmo que você esteja bem, você tem de ser precavido, pois coisas sempre podem desmoronar. Nunca se pode descansar", disse rindo.

Cheio de colaborações, o novo trabalho tem a presença dos músicos Sufjan Stevens, St. Vincent, Sharon Van Etten, entre vários outros. "Todas as colaborações são de pessoas que nós conhecemos. É ótimo ter pessoas de fora fazendo música com a gente porque isso muda a perspectiva de como fazer um disco", avalia.

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The National

Quando estão apenas os cinco integrantes originais, a composição acontece, primeiramente, "em processo solitário". "Mandamos coisas por e-mail, todos contribuem e fazemos muitos rascunhos. Esse disco tinha mais de 30 músicas até começarmos a pensar naquelas que entrariam". Na versão final, apenas 13 faixas permaneceram.

"O mais difícil é fazer músicas que se relacionem com a nossa emoção. Nunca tentaríamos compor uma música pop. Adoraríamos, mas não é essa a nossa missão. Nós sempre tentamos encontrar músicas que funcionam emocionamente para o grupo. Esse é o nosso jeito de trabalhar".

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