Vampire Weekend volta mais sombrio em terceiro disco; músico fala ao iG

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Em "Modern Vampires of the City", banda conhecida por músicas ensolaradas experimenta sonoridade mais densa

Alex John Beck/Divulgação
Vampire Weekend divulga o terceiro disco

"Quero muito ir para a Copa do Mundo (2014), só não quero que os Estados Unidos estejam no mesmo grupo que o Brasil, vocês derrubariam a gente", brinca Chris Tomson, baterista do Vampire Weekend, no começo da entrevista que concedeu ao iG. A banda já esteve em turnê no Brasil em 2011 e diz que "espera voltar no próximo ano" para mais shows e, quem sabe, para acompanhar o evento esportivo.

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O grupo de Nova York está em turnê com o terceiro trabalho de estúdio, "Modern Vampires of the City", lançado este ano. "Este álbum nos tomou mais tempo. Quando fizemos os dois primeiros discos, nós não sabíamos como seria a nossa carreira e nem se faríamos uma carreira", relembra.

Vampire Weekend divulga o terceiro disco. Foto: Alex John Beck/DivulgaçãoVampire Weekend. Foto: DivulgaçãoVampire Weekend toca no Lollapalooza 2009. Foto: Getty ImagesVampire Weekend. Foto: - DivulgaçãoVampire Weekend no Via Funchal, em São Paulo. Foto: Jorge Rosenberg/iGVampire Weekend no Via Funchal, em São Paulo. Foto: Jorge Rosenberg/iG

Nos lançamentos anteriores ("Vampire Weekend", de 2008, e "Contra", de 2010), guitarras ensolaradas com influências de música caribenha, ska, indie rock e beats "african pop" indicaram "novas possibilidades dentro da cena independente nova-iorquina", analisa Tomson.

"Quando começamos a tocar juntos havia muita coisa parecida, muito sombrias, guitarras pesadas com distorções. Acho que pegamos do 'african pop' algo da abordagem, afinação, andamento e a levada que fez soar como uma coisa bem fresca e diferente em relação ao que todo mundo estava fazendo naquela época."

No entanto, "Modern Vampires of the City" traz uma foto de capa obscura em relação aos outros discos (a imagem é de 1966, feita pelo fotógrafo Neal Boenzi, e mostra a cidade de Nova York coberta por uma poluição severa que matou 169 pessoas).

Na sonoridade, o terceiro trabalho deixa um pouco de lado a levada "african pop" para se arriscar por nuances mais introspectivas. Até mesmo as imagens de divulgação do grupo perderam a cor que a banda trazia, anunciando que chegou a hora de testar outros elementos. Agora, há menos molecagem e mais maturidade, como na suave "Hannah Hunt" e na séria "Hudson", que versa sobre a cidade de Nova York.

Carreira

Divulgação
Capa de "Modern Vampires of the City"

O Vampire Weekend foi fundado em Nova York em 2006. Seus integrantes são, além de Chris na bateria e percussão, Ezra Koenig (vocais e guitarra), Rostam Batmanglij (teclados, guitarra,) e Chris Baio (baixo, guitarra).

Com os singles lançados no álbum homônimo, o grupo ganhou as pistas de dança com músicas animadas e clima de praia. "Mansard Roof", "A-Punk", "Oxford Comma", "Cape Cod Kwassa Kwassa" e "The Kids Don't Stand a Chance" foram os sucessos do disco de estreia.

O segundo disco, "Contra", foi indicado ao Grammy na categoria "Melhor álbum de música alternativa", mas perdeu para "Brothers" do Black Keys. De "Contra", saíram singles como "Cousins" e "Giving Up the Gun" e a banda se consolidou no circuito de grandes festivais mundiais como o Coachella e o Bonnaroo.

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