No enterro de Champignon, guitarrista diz que grupo vai se reunir após "a poeira baixar"

O guitarrista Marcão disse que o futuro do grupo A Banca é incerto após a morte do vocalista Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como Champignon, enterrado nesta terça-feira (10), em Santos (litoral paulista). A Banca reuniu remanescentes do Charlie Brown Jr. depois de Chorão sofrer overdose em março.

"Não dá para falar de trabalho agora", disse Marcão, após deixar o cemitério. "Vamos nos reunir, mas não dá para falar de trabalho. Deixa a poeira baixar." 

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Champignon cometeu suicídio na madrugada de segunda-feira (9), no apartamento onde morava em São Paulo. Foi enterrado no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, o mesmo onde Chorão foi sepultado .

O velório aconteceu das 19h de segunda até por volta de 15h de terça-feira no segundo andar do cemitério, que é vertical. O caixão foi fechado sob aplausos, coberto por uma bandeira do Brasil e levado ao oitavo andar para sepultamento.

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Outros músicos que tocaram nos grupos Charlie Brown Jr. e A Banca compareceram ao velório e ao enterro.

"Não podia imaginar que ele faria uma coisa dessas", disse o guitarrista Thiago Castanho. "Agora é só guardar as coisas boas, os momentos bons que passei com ele. Era um capa simpático, feliz, um grande amigo. Era um moleque cheio de talento ."

Último show do grupo A Banca em São Vicente
Divulgação/Fred Cappellato
Último show do grupo A Banca em São Vicente

O baterista Bruno Graveto disse que Champignon não tinha feito qualquer tipo de queixa para ele. "Ninguém esperava isso."

Champignon nasceu em Santos, onde o Charlie Brown Jr. se formou, e tinha 35 anos. De acordo com a delegada Milena Suegama, do 89º Distrito Policial, ele deu dois tiros em seu apartamento na madrugada de segunda-feira. O primeiro no chão, para testar a arma; o outro, na lateral direita da cabeça.

Autoridades encontraram a arma nas mãos de Champignon. Não havia drogas, tranquilizantes ou antidepressivos no apartamento, que estava arrumado.

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