Crescimento da procura por música brasileira aquece mercado de vinil no País

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Lançamentos antigos e LP do cantor Criolo estão entre os produtos mais procurados em sites e feiras de discos

A procura por discos de vinil de artistas nacionais pode ser considerada uma tendência no mercado musical. Em vendas online ou em lojas físicas, especialistas afirmam que há o crescimento de um segmento que, até pouco tempo, era restrito a colecionadores e DJs.

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O cantor Criolo

O aumento do interesse por vinis é sensível, principalmente quando se trata de artistas nacionais. Um dos discos que mais saem na loja paulistana Locomotiva é "Nó na Orelha", do cantor Criolo, lançado em 2011.

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Os Mutantes

“O Criolo está sendo bem procurado, é o que vende mais”, conta Márcio Custódio, proprietário da loja e organizador de feiras de discos de vinil. Álbuns relançados do grupo de rock Os Mutantes e do cantor Jorge Ben Jor - na fase Jorge Ben - também estão em alta.

A música brasileira feita nas décadas de 1960 e 1970 é um alvo de quem gosta de vinis - assim como o rock, gênero que ainda é o campeão de vendagem. “Há bastante procura, tanto pela música mais antiga da tropicália, jovem guarda, samba e bossa nova quanto por artistas contemporâneos", afirma Custódio.

Nas feiras itinerantes de discos de São Paulo, "os compradores são na maioria homens, mas o número de mulheres vem aumentando”, diz Custódio. Os eventos já aconteceram no centro da cidade, na Vila Madalena e, recentemente, no MIS (Museu da Imagem e do Som).

Luiz Campos Jr/Divulgação
Feira de discos de vinil em São Paulo

Aquecimento no mercado online

Na plataforma de vendas online do MercadoLivre, o crescimento pela procura dos discos, e o consequente aumento no número de vendedores, ganha destaque. Em comparação ao primeiro semestre de 2012, a empresa constatou que a venda de CDs perdeu espaço para o vinil.

Capa do disco relançado de Ronnie Von. Foto: DivulgaçãoCapa do disco novo de David Bowie. Foto: DivulgaçãoCapa do disco novo do Daft Punk. Foto: DivulgaçãoCapa do disco clássico de Miles Davis. Foto: DivulgaçãoCapa do disco "A Tábua de Esmeralda", de Jorge Ben. Foto: DivulgaçãoCapa do disco "Carlos, Erasmo", de Erasmo Carlos. Foto: Divulgação

Atualmente, os CDs correspondem a 53% da fatia de vendas de mídias musicais, com 7,96% de queda. Os LPs somam 27% das vendas, com aumento de 6,11% dentro da plataforma. Atualmente, existem 18.369 LPs novos e 264.063 usados à venda no site, conta a empresa com exclusividade ao iG. Entre os Estados que mais têm vendedores oferecendo discos (entre novos e usados) estão São Paulo (130.959 discos), seguido por Rio Grande do Sul (59.319) e Rio de Janeiro (34.371).

Reflexos na indústria fonográfica

Embora muitos proclamem o fim da indústria de fabricação de CDs e discos de vinil, abalada pela popularização dos formatos digitais, na única fábrica de vinis da América Latina, a Polysom, há um clima de otimismo.

Hoje tocada pelos sócios da gravadora Deck Disc, a Polysom acredita no aquecimento gerado pela crescente demanda de LPs e compactos de 7 polegadas. “O crescimento de janeiro a julho de 2013, comparado ao mesmo período de 2012, é de 104,43% em LPs e 315,84% em compactos”, afirma João Augusto, consultor da Polysom.

Entre os lançamentos, há variedade musical, “da MPB ao rock, do funk ao samba, todos os gêneros têm sido fabricados”. Entre títulos recentes estão "Carlos, Erasmo" (lançado originalmente em 1971), de Erasmo Carlos, "Lugar Comum” (1975), de João Donato, entre outros volumes da coleção “Clássicos em Vinil”.

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