Após velório em São Paulo, corpo de Dominguinhos será levado para o Recife

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Conhecido como o rei da sanfona, músico de 72 anos morreu na terça-feira

O corpo do cantor pernambucano Dominguinhos foi velado no prédio da Assembleia Legislativa em São Paulo até as 16h de quarta-feira (24). O músico de 72 anos morreu na terça-feira, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

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Velório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsCorpo do cantor Dominguinhos é velado na Assembleia Legislativa, em São Paulo. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNewsVelório do cantor Dominguinhos em São Paulo. Foto: Léo Franco/AgNews

O corpo de Dominguinhos será levado ao Recife, onde será velado nesta quinta-feira. A família do cantor pretende fazer o enterro na sexta-feira - o horário ainda não foi divulgado.

Dominguinhos foi internado em 17 de dezembro, no Hospital Santa Joana, no Recife, com quadro de infecção respiratória e arritmia cardíaca. Em 13 de janeiro, foi transferido para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde o tratamento passou a ser liderado pelo oncologista que o acompanhava havia seis anos, desde que recebeu o diagnóstico de tumor pulmonar.

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Por causa da morte do cantor, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), decretou luto de três dias no Estado.

"Dominguinhos expressou como ninguém a alma nordestina. Suas canções e sua criatividade genial constituem para sempre parte fundamental da cultura brasileira", afirmou.

Divulgação
O músico Dominguinhos em cena do filme 'O Milagre de Santa Luzia'

Nascido em Garanhuns no dia 12 de fevereiro de 1941, José Domingos de Moraes começou a carreira ainda na infância, tocando sanfona de oito baixos no grupo Os Três Pinguins, que formou com dois irmãos.

Na adolescência, mudou para o Rio de Janeiro e procurou Luiz Gonzaga, o rei do baião, que lhe dera seu endereço anos antes. Dominguinhos, na época apelidado de Neném do Acordeon, tornou-se herdeiro musical de Gonzaga, morto em 1989.

Entrevista: Dominguinhos relembra carreira e fala de relação com artistas da MPB

Em 1964 Dominguinhos lançou o primeiro de cerca de 30 álbuns, "Fim de Festa". Onze anos depois gravou "Eu Só Quero um Xodó", que ganhou versões em diversas línguas. Durante a carreira, fez parcerias com músicos como Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan e Elba Ramalho, intérprete de "De Volta pro Aconhego". Outros sucessos incluem "Isso Aqui tá Bom Demais", "Tenho Sede", "Lamento Sertanejo" e "Tantas Palavras".

Entre os prêmios que recebeu está o Grammy Latino de melhor álbum regional, em 2002, por "Chegando de Mansinho". Em 2010, foi homenageado pelo Prêmio Shell de Música e se apresentou em um show no Rio de Janeiro com convidados como Elba, Gil e Marcelo Mimoso.

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