"O rock nacional ficou um pouco desletrado", diz Chuck, do Vespas Mandarinas

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Grupo faz show no Centro Cultural São Paulo, com inspiração em bandas que criaram o rock nacional

Divulgação
Vespas Mandarinas

"Queremos resgatar o rock nacional, que tinha uma letra e um refrão legal e ficou um pouco 'desletrado'", afirma Chuck Hipolitho, do grupo Vespas Mandarinas, em entrevista ao iG. A banda paulistana lança seu primeiro disco, "Animal Nacional", em show no Centro Cultural São Paulo, neste sábado (20).

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Ao buscar influências na essência do rock nacional, em grupos como Titãs, Ira e Paralamas do Sucesso e em músicas escritas por Cazuza e Renato Russo, Chuck afirma que o Vespas Mandarinas não é contra as letras que chama de "gratuitas". "A nossa letra não é desculpa para cantar qualquer coisa, acho que elas podem ser interpretadas de várias maneiras, não é tão óbvio."

O Vespas Mandarinas já tem dois EPs lançados e tira muita inspiração na cidade de formação, São Paulo, de onde saiu a maioria dos integrantes. Na formação, Chuck Hipolitho (voz e guitarra), Thadeu Meneghini (voz e guitarra), André Déa (bateria) e Flavio Guarnieri (baixo).

Parcerias

Há ainda as participações de Adalberto Rabelo Filho, Fábio Cascadura, Bernardo Vilhena e Arnaldo Antunes nas composições. Sobre a colaboração de Arnaldo, Chuck é só elogios. "Mandei e-mail e ele foi receptivo, disciplinado. Você vê que é um cara que acorda de manhã e trabalha, escreve. Isso inspirou bastante a gente. É uma coisa de sentar e criar, e não ficar esperando a inspiração cair na cabeça."

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Sem pretensão de cantar em inglês (Chuck fazia isso com a antiga banda, Forgotten Boys), o músico diz sentiu "vontade de querer comunicar em português". "Vejo muita gente fazendo show sem forçar a barra, é tão genuíno. Se tocarmos para um público estrangeiro sem entender bulhufa, causaremos um impacto porque é natural para a gente."

Com produção de Rafael Ramos, que foi "superexigente", Chuck lembrou que "mal conseguia levantar de dor no corpo" depois das sessões de gravação do disco. Uma marca do trabalho, destaca, viria da gravação mais "natural". "O disco é cheio de defeito, não tocamos como robô. Hoje em dia que se pode gravar com computador, tudo soa muito perfeitinho, afinadinho, não tem mais algo que te surpreenda."

Vespas Mandarinas lançam “Animal Nacional” (Centro Cultural São Paulo - Sala Adoniram Barbosa (r. Vergueiro, 1000, Paraíso)
Abertura: Vivendo do Ócio e Sintonia do Rock
Quando: 20/7 (sábado), 19h
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia)
retirada de ingressos na bilheteria duas horas antes do show

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