Banda Radioativas: "Nossa mensagem é mostrar que as mulheres sabem fazer rock"

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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Grupo paulistano formado por meninas busca inspiração em heroínas de HQs e bandas como Runnaways e L7

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As Radioativas

"Não levantamos bandeira, não somos uma banda política nem ideológica. Nossas letras falam sobre nosso cotidiano, relacionamentos, noite e rock and roll. É muito natural", conta a baixista Crica Mess, do grupo As Radioativas, em entrevista ao iG. "Nossa mensagem mais forte é mostrar que as mulheres sabem fazer rock".

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O primeiro disco, "Cuidado Garota", com 10 faixas e lançado neste ano, foi produzido por Luiz Calanca, do selo independente (e loja de discos) Baratos Afins.

"Ele tem um projeto na (galeria) Olido que se chama Rock na Vitrine, convidou a gente para tocar lá num sabado à tarde e se interessou em gravar", explica Crica. "Foi uma surpresa muito agradável."

Formada só por mulheres, em 2007, mas com nova formação desde 2011, a banda busca inspiração em heroínas de histórias em quadrinhos para montar o visual e a personalidade de cada integrante no palco.

"A minha personagem foi uma coisa que pensei relacionada a bandas que gosto, como The Runnaways. Meu personagem é bravo e carrancudo, mas diferente de mim", define Crica.

Sobre uma conexão possível com o mundo do rock feminista, movimento popularizado nos anos 1990 e conhecido como riot grrrls, a baixista nega envolvimento. Ainda que bandas representativas desse cenário, como o L7, sejam uma referência, As Radioativas não querem se restringir.

Ouça a faixa "Cuidado Garota":

"Não gostamos de ter essa ligação de 'somos do movimento X', porque geralmente quando isso acontece o público no show fica meio limitado", avalia. As letras das músicas, inclusive, são todas em português. "Desde o nome, que é genuinamente em português, para mostrar que rock bom e honesto pode ser feito em nossa língua. Acho bom que as pessoas entendam as letras".

Além da música

Todas as integrantes têm uma inspiração na cultura pop, assim como todas trabalham em outras atividades além da banda. "A gente vai se virando como pode", explica Crica, que trabalhou em um banco por três anos. A baterista Lets The Scientist é cientista na vida fora dos palcos, a guitarrista Lets Krüger é designer, a vocalista Taty the Sex Maker trabalhou como agente funerária e a guitarrista Natasha X se formou em turismo.

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