Chris Cornell revive sons antigos e toca de Michael Jackson a John Lennon

Por iG São Paulo |

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Com o show de seu projeto folk-rock "Songbook" nesta quinta-feira (13), cantor foi um "intruso" bem sucedido no festival Best of Blues, em São Paulo

Divulgação
Chris Cornell

A voz continua clara, arranhada e marcante como na época em que Cris Cornell despontou com o grupo Soundgarden, um dos representantes do grunge, em meados dos anos 1980 e começo dos 1990. Na apresentação que fez nesta quinta-feira (13) no Best of Blues Festival, em São Paulo, o cantor mostrou o folk-rock da turnê "Songbook". O show dessa turnê já esteve por aqui em apresentação no festival SWU, em 2011.

Leia mais: Roqueiro Chris Cornell é "intruso" em festival de blues

"O que estou fazendo num festival de blues? Não tenho ideia. Vamos tocar (risos)", disse ao entrar no palco montado no WTC Golden Hall. Acompanhado apenas por quatro violões, Chris Cornell não se mostrou tímido para introduzir as músicas e contar pequenas histórias autobiográficas entre elas, como a decisão de parar de beber ("bebi por muitos anos, fiquei saturado e um amigo simplesmente falou para eu parar") ou quando compôs a música "Seasons", que o diretor Cameron Crowe gostou e incluiu na trilha sonora do filme "Vida de Solteiro".

O repertório teve passagem por todas as fases da carreira como o single "Black Hole Sun", do Soundgarden, "Like a Stone", do Audioslave e "Hunger Strike", do Temple of the Dog, além de suas músicas em carreira solo. Aos inacreditáveis 48 anos (com aparência de 38), Cornell mostrou que está em ótima forma e que se sente bem para tocar até mesmo versões de clássicos como "Billie Jean", de Michael Jackson, e o hino "Imagine", de John Lennon, que ganharam versões doces na voz arranhada do roqueiro.

Nomes do blues

O último dia de festival, que começou na terça (11), teve ainda a cantora norte-americana Shemekia Copeland, 34, que é filha do cantor e guitarrista de blues Johnny Copeland. Ela tocou músicas de seu disco "Talking to Strangers", de 2005, e brincou bastante com a plateia, arrancando muitas palmas quando decidiu cantar sem microfone, aproveitando-se apenas da acústica do local para se fazer ouvir.

O cantor, tecladista e guitarrista John Mayall, 79, chamado de "padrinho do blues britânico", também esteve presente como a segunda apresentação da noite. De poucas palavras, Mayall ainda é conhecido por ter revelado talentos mundiais em sua banda de apoio, a Bluesbreakers, de onde saíram Eric Clapton, Peter Green (Fleetwood Mac) e Mick Taylor (Rolling Stones).

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