Diva do Jazz, Germaine Bazzle mostra ao Brasil as raízes musicais de New Orleans

Por Susan Souza , iG São Paulo |

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"Me aposentei das aulas, não da vida", conta a cantora de 81 anos que é atração do Bourbon Festival Paraty neste domingo (26); Leia entrevista ao iG

Divulgação
A cantora Germaine Bazzle, de 81 anos

Quando se pensa em divas do jazz, os nomes mais óbvios que vem à mente são Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald, por exemplo. Poucos se atentam para esta joia de New Orleans: Germaine Bazzle. Famosa por sua notável habilidade para fazer scats (improvisações vocais de fonemas em substituição a uma letra de música), ela vem ao Brasil pela primeira vez para cantar no Bourbon Festival Paraty (Praça da Matriz, 26/5) e no MPB Jazz, em Natal (Teatro Alberto Maranhão, 30/5), em shows gratuitos.

Esta é quinta edição do Bourbon Festival na cidade litorânea de Paraty, no Rio de Janeiro. O evento acontecerá entre os dias 24 e 26 de maio. Além de Germaine, também estão escalados o grupo Incognito, que é um dos precursores do acid jazz britânico, Serial Funkers tocando com Ed Motta, a cantora Céu, o baixista Stanley Clarke, o trombonista Big Sam Williams com a Funky Nation, entre outros.

"Vamos tocar clássicos do jazz, músicas de artistas como Cole Porter e Duke Ellington. E faremos scats influenciados por grandes cantoras, mas com o nosso tempero", disse Germaine em entrevista ao iG. "Sou fã de instrumentistas como Charlie Parker, Miles Daves, J. J. Johnson e foi ouvindo estes músicos que eu aprendi a fazer scats", explicou.

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Aos 81 anos, Germaine dedicou 50 deles como professora de canto na instituição onde ela mesma se formou, a Xavier University Preparatory School. Ela está aposentada há três anos, mas nem de longe pensa em sossegar dentro de casa. "Me perguntavam o que eu faria com a aposentadoria. Oras, vou me aposentar das aulas e não da vida (risos). Quero continuar a fazer o máximo possível de shows", contou a bem-humorada cantora.

Paralelamente, durante 10 anos ela participou do coral da catedral de Saint Louis, com o qual cantava todo domingo. "Foi uma oportunidade única de viajar a muitos países e ter a chance de fazer canto gregoriano, interpretar Beethoven vocalmente", relembra.

Ela também falou sobre o começo da carreira e a descoberta do gosto por clubes de jazz: "Na verdade, comecei como baixista em pequenos grupos até que fui me interessando mais pelos vocais. Passei a dar aulas de dia e cantar nos clubes à noite."

Sobre a cena de música atual, ela conta que fica sabendo o que acontece "por programas de TV quando relaxa em casa". "Respeito artistas como Beyoncé porque falam com a geração deles e passam a verdade, do jeito deles, para estes jovens".

Para as apresentações no Brasil, ela vem com o grupo The Players New Orleans Jazz Band, formado por Mitchel Player (contrabaixo), Alonzo Bowens (saxofone), Ocie Davis (bateria) e Leslie Martin (piano).

Germaine Bazzel no Bourbon Festival Paraty
Onde: palco da praça da Matriz
Quando: domingo, 26/5, às 21h
Entrada gratuita
Mais informações sobre a programação no site oficial

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