Jorge Mautner diverte público da Virada Cultural com disco clássico e histórias

Por iG São Paulo , por Miguel Martins |

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Cantor apresentou na íntegra o álbum homônimo lançado em 1974, no Teatro Municipal de SP

O multiartista Jorge Mautner tocou na íntegra seu disco homônimo, de 1974, para mais de mil presentes ao Teatro Municipal de São Paulo, dentro da Virada Cultural 2013. Além de impressionar pela voz em forma e o violino afiado, o músico de 74 anos divertiu o publico com suas histórias e ideias.

As canções quase quarentonas foram revisitadas (e modernizadas) por Mautner e uma grande banda, capitaneada pelo guitarrista Bem Gil - filho de Gilberto Gil -, que também cantou algumas das canções do disco na apresentação.

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Show de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iGShow de Jorge Mautner na Virada Cultural 2013. Foto: Edu Cesar/iG

Após elogiar a Virada Cultural e a cidade de São Paulo, Mautner abriu o show às 12h10 de domingo (19) com "Pipoca à Meia-Noite". Em seguida, discorreu sobre o tema da canção seguinte, "Cinco Bombas Atômicas".

“Vocês sabem que Monteiro Lobato achava que todos os países deviam ter sua bomba atômica? No Brasil, tem a energia do 'Maracatu Atômico'”, brincou o músico, que tocaria mais para o fim do show a canção de mesmo nome.

Em “Rock da TV”, o músico contou seu gosto pelo aparelho - eu sempre vejo “Law and Order” (seriado norte-americano) - e explicou o que seria a conversão da internet em uma “grande televisão”. O papo chegou a hologramas e dispositivos tecnológicos: “Um dia, você vai ter a Ivete Sangalo, vai poder sentir o cheiro e o corpo dela, acoplado a uma máquina de orgasmo nível oito”, brincou, sobre as possibilidades futuras da sexualidade.

Mautner também fez uma homenagem ao seu parceiro musical Nelson Jacobina, morto no ano passado. A parceira entre eles, que rendeu sete músicas do disco apresentado no show, durou 40 anos

Antes de cantar “O Relógio Quebrou” - uma das mais divertidas e inspiradas performances de Mautner -, o músico ficou preocupado com o tempo. “Nós só temos dez minutos. Podemos tocar mais?”, perguntou à produção, que acabou liberando todas as 13 músicas do disco.

“Ainda bem que ‘O Relógio Quebrou’”, brincou. Após 1h10 de show, o músico foi aplaudiddo de pé pelo publico.

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