James Chance & Les Contortions divide a opinião do público na Virada Cultural

Por iG São Paulo , por Miguel Martins |

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Com combinação inusitada entre estilos com free jazz, punk rock e rockabilly, banda americana não fez média com o público, mas levou platéia ao delírio em alguns momentos

Das atrações estrangeiras da Virada Cultural, talvez a mais desconhecida fosse a banda americana James Chance & Les Contortions. Mesmo assim, o grupo de free jazz, punk rock e rockabilly formado em 1978 causou uma forte impressão no pequeno mas interessado público que acompanhou seu show no palco São João –para o bem ou para o mal.

Apesar de alguns olhares tortos da plateia, muitos se empolgaram com a combinação inusitada de estilos e a figura artística de James Chance. Com um topete à Elvis, o músico subiu ao palco às 14h10 do domingo (19) desfilando danças robóticas e um caprichado visual, com paletó branco e gravata borboleta preta.

Dono de um potente voz – que lembra James Brown em alguns momentos -, Chance também mostrou que sabe desafinar com elegância. Fosse no teclado ou no saxophone, suas dissonâncias casavam bem com a cozinha da música, sempre firme e precisa.

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O grupo tocou músicas antigas, como “Design to Kill”, de 1979, e faixas do novo álbum, como “Dislocation”, além de tocar um cover do músico americano Gill Scott-Heron, “Home Is Where The Hatred Is”.

Apesar de um performer de mão cheia, James Chance não fez média com o público. Não arriscou uma só palavra em português, praticamente não encarou a plateia, além de entrar no camarim e reaparecer instantes depois sem dar explicação.

Um dos pontos altos do show foi a entrada de uma misteriosa mulher no palco, uma senhora muito magra vestida de preto e coberta de joias. Espécie de escada da banda, sua dança meio “decadence avec elegance” levou o público ao delírio em alguns momentos.

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