The Killers se apoia em hits para fechar o primeiro dia do Lollapalooza

Por Thiago Ney , iG São Paulo | - Atualizada às

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Banda norte-americana despejou seus principais sucessos em 1h30 de show no festival

Algumas bandas tentam surpreender o público de seus shows, tocando versões diferentes de seus hits ou mesmo negligenciando velhos sucessos em favor de faixas novas. Outras entregam exatamente o que os fãs querem. O Killers faz parte deste último grupo, e mostrou isso ao fechar o primeiro dia do Lollapalooza - festival que acontece no Jockey Club de São Paulo entre sexta e domingo.

Cambria Harkey/Divulgação
Brandon Flowers em show do Killers no Lollapalooza

Penúltima banda a se apresentar no palco Cidade Jardim, o Flaming Lips ignorou suas faixas mais digeríveis e abriu espaço para esquisitices e novidades. Já o Killers, que entrou em seguida, fez o oposto.

Cambria Harkey/Divulgação
Show do Killers no Lollapalooza

O grupo liderado pelo vocalista Brandon Flowers abriu o show com a música que tornou a banda um nome conhecido, "Mr. Brightside", lançada em meados dos anos 2000.

Não que o Killers tenha deixado de lado o mais recente disco, "Battle Born" - faixas desse álbum apareceram no set, como "The Way It Was", "Runaways" e "Miss Atomic Bomb". Mas a distribuição das músicas foi cerebral. Após uma ou duas faixas que esfriavam o público, aparecia um hit para esquentar novamente a temperatura.

Assim, "Somebody Told Me" veio uns 20 minutos depois de "Mr. Brightside". "Read My Mind", "All These Things That I've Done" (antes do bis) e "When We Were Young" (que fechou o show) são como alicerces da apresentação.

É um esquema que mostra como o Killers é uma banda profissional - está ali apenas para satisfazer os fãs, sem brecha para experimentações ou improvisos. E todo o cardápio dos shows-espetáculo estava presente: fogos de artifício, conversas em português ("Hoje somos seus", disse Flowers), arranjos grandiosos feitos para preencher uma arena ao ar livre tão grande.

Em uma época em que temos tantas bandas pequenas e médias e pouquíssimos nomes realmente grandes capazes de fechar um festival como o Lollapalooza, o Killers mostra uma ambição e uma postura que estão em falta no rock. Mas se queremos algo com um mínimo de  originalidade e ousadia, devemos procurar em outro lugar. 

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