Assassino de Bin Laden diz que banda não gostou de saber que seu trabalho era usado em interrogatórios

Um dos militares norte-americanos envolvido na morte de Osama Bin Laden em 2011 disse que o Metallica entrou em contato com o exército norte-americano e pediu que não utilizassem suas músicas para enfraquecer os prisioneiros no Iraque.

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Em entrevista à Esquire, o atirador anônimo afirmou que no início do conflito no Oriente Médio os militares usavam canções da banda antes de começar os interrogatórios, visando abalar o estado psicológico dos prisioneiros.

Assim que souberam disso, os integrantes do grupo pediram que não utilizassem suas canções, pois não queriam promover a violência.

"Quando fiquei sabendo eu pensei 'cara, você tem um disco chamado 'Kill 'Em All' ('Mate Todos Eles', em português)'", disse a fonte. Apesar disso, o exército teria atendido ao pedido e trocado o Metallica pela banda de heavy metal cristã Demon Hunter.

"Depois disso uma banda chamada Demon Hunter entrou em contato e disse que estava interessada em promover o que fazíamos. Eles nos enviaram alguns álbuns e broches. Eu usei meu broche do Demon Hunter em todas as missões. Estava com ele quando matei o Bin Laden".

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De acordo com a revista Spin, James Hetfield, vocalista do Metallica, disse em 2008 que tinha sentimentos dúbios em relação a sua música ser utilizada em interrogatórios na prisão de Guantánamo.

"Parte de mim está orgulhosa por eles escolherem o Metallica e parte fica preocupada que façam uma conexão entre nós e uma declaração política. Não temos nada com isso e tentamos ser o mais apolíticos possível, pois acreditamos que música e política não se misturam".

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