Ana Cañas lança disco de jazz, MPB e rock: 'Espero que alguém se identifique'

'Minha alma musical é eclética', afirma a cantora de 32 anos; leia entrevista e ouça a música 'Será Que Você Me Ama'

Augusto Gomes , iG São Paulo | - Atualizada às

"Sou o que sou". É assim que a cantora paulista Ana Cañas, de 32 anos, responde a quem tenta enquadrar sua música em gêneros como pop, rock, jazz ou MPB. "De uma forma geral, o mercado musical é reducionista. Querem que você seja uma coisa ou outra. Mas eu não posso me deixar levar. A minha alma musical é eclética."

Em seu disco de estreia, "Ana Cañas" (2007), a artista fez um pop de influência jazzística. No segundo, "Hein?" (2009), abraçou as guitarras e flertou com o jazz. O terceiro, o recém-lançado "Volta", é tudo isso e mais um pouco. Tem pop ("Será Que Você Me Ama?"), jazz (versões de "Stormy Weather" e "My Baby Just Cares for Me") e até blues ("Urubu Rei", "Diabo").

Segundo ela, essa variedade surge naturalmente. "Quando eu componho, a letra acaba se conduzindo para diferentes gêneros. Letras mais íntimas e pessoais, por exemplo, me encaminham para o pop", explica. E volta a bater na tecla: "eu sou o que eu sou". "Espero que alguém se identifique", completa.

Divulgação
Capa do disco "Volta", de Ana Canãs

"Volta" foi gravado ao vivo em estúdio, em um sítio no interior do Rio de Janeiro. Nas palavras da própria cantora, "no meio do mato". "Eu estava em um momento de repensar alguns caminhos da minha carreira. Havia saído da minha antiga gravadora, estava bancando a gravação por minha conta. Por isso quis fazer algo diferente."

O disco foi produzido em um momento delicado. Após o lançamento de seu álbum de estreia, Ana foi apontada como uma das grandes apostas da MPB. Mas o tom roqueiro do segundo disco não foi bem recebido. Para piorar, no show de lançamento do álbum no Rio de Janeiro, a cantora abusou da bebida e caiu no palco.

Após o incidente, Ana rompeu com a gravadora Sony, que havia lançado seus dois primeiros trabalhos. Ela faz questão de dizer que a separação foi "amigável". "Foi algo natural. Lá, eu sempre tive liberdade. Mas era o momento de ter mais."

A gravação no meio do mato foi uma forma de se afastar das pressões. "O disco foi totalmente feito ao vivo, com todo mundo junto na mesma sala. Houve inclusive quatro faixas gravadas num microfone só", conta. "Isso faz a maior diferença, muda completamente a atmosfera do álbum."

Na turnê do álbum, que passa por São Paulo no próximo dia 27 (Ana canta ao lado de Céu na projeto "Mulheres do Brasil", no Via Funchal), a cantora apresenta canções do disco "Volta", junto com composições de outros artistas. Uma delas, bem adequada para o ecletismo da artista, é "Metamorfose Ambulante", de Raul Seixas.

Ouça abaixo a música "Será Que Você Me Ama":


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