Duas coletâneas celebram 100 anos de Luiz Gonzaga

Discos "Olha Pro Céu" e "Gilberto Gil Canta Luiz Gonzaga" festejam aniversário do músico

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Luiz Gonzaga em 1981

O Rei do Baião Luiz Gonzaga (1912-1989) completaria 100 anos em dezembro e já ganhou homenagens mil (de tema da escola de samba Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, a mote de festas de São João, no Recife). Discos, é claro, não poderiam faltar.

Chegaram às lojas duas coletâneas especiais: "Olha Pro Céu" (Universal), em que sua obra é esmiuçada por vários intérpretes num disco duplo, e "Gilberto Gil Canta Luiz Gonzaga" (Warner/Discobertas).

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Mesmo 23 anos após a morte de Gonzagão, que foi vítima de uma parada cardíaca, o músico continua a ser referência da música de raiz bem brasileira. Um dos grandes nomes da cultura nordestina, o pernambucano de Exu teve seus ritmos incorporados pelo Tropicalismo e virou símbolo de todo o cancioneiro popular da região.

Os lançamentos retratam toda a versatilidade de Luiz Gonzaga. Gilberto Gil, admirador confesso de Gonzagão, se debruça sobre suas canções nesta coletânea, que reúne versões para obras de seu mestre desde a década de 1970, quando retornou do exílio, até os anos 2000.

Apesar do material resgatar muito dos discos "As Canções de Eu Tu Eles" (2000) e "São João Vivo" (2001), há fonogramas interessantes, como "Macapá", uma parceria entre Gonzagão e Humberto Teixeira (1915 a 1979), registrada por Gil somente no compacto "Não Chore Mais", lançado em 1979.

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Gil, aliás, aparece cantando a linda "Juazeiro" nos dois discos, mas o duplo "Olha Pro Céu", com abordagem mais ampla, fornece um retrato mais detalhado das diferentes facetas do cantor, compositor e sanfoneiro.

Há representantes da Tropicália, como Caetano Veloso, Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, e também abre mais o leque de versões, com o Quinteto Violado (em "Algodão", "Numa Sala de Reboco", e o medley "São João do Carneirinho/São João Na Roça/Polca Fogueteira"), Fafá de Belém ("Xamego") e MPB-4 ("Derramaro o Gai").

Coletâneas costumam soar como caça-níqueis, mas a obra do Luiz Gonzaga merece ser revisitada sempre.

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