'O problema do Bruno Mazzeo é com o Danilo Gentili, não comigo', diz Roger

Líder do Ultraje a Rigor explica ao iG discussão com filho de Chico Anysio e fala sobre disco com Raimundos

Augusto Gomes , iG São Paulo | - Atualizada às

"Eu não tenho nada a ver com isso." É com essas palavras que Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor, explica ao iG a recente discussão que teve com o ator Bruno Mazzeo . "O problema dele é com o Danilo Gentili. Só que acabou sobrando para mim."

Veja letras e ouça músicas do Ultraje a Rigor

Na última sexta-feira (dia 13), Mazzeo escreveu no Facebook que o Ultraje estaria vivendo "um fim de carreira dramático" por tocar no "Agora É Tarde", programa de Gentili na Bandeirantes. Roger então respondeu, também via Facebook, que não estava em fim de carreira e nem vivia nenhum drama.

"Seria até natural se eu estivesse decadente, mas, ao contrário, acabo de lançar um disco que está em primeiro lugar entre os mais vendidos no iTunes. Para falar de decadência, você precisaria, no mínimo, ter estado no topo um dia. Mas você é garoto, tem chão ainda. Aprenda com seus erros", escreveu.

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Roger já considera o assunto encerrado. "O Bruno escreveu, eu respondi, ele reconheceu o erro. Pronto, resolvido", contou, em entrevista por telefone nesta terça (17) após gravar o "Agora É Tarde". "Agora, se ele e o Danilo têm algum problema, isso é com eles, não comigo."

"Agora É Tarde"

O líder do Ultraje está bastante contente com o seu "emprego fixo" no programa de Gentili. "Eu estava pensando em me aposentar de fazer shows, porque não gosto de ficar na estrada, nem de viajar de avião", explica. "Aí veio esse convite do Danilo. É exatamente o que eu queria neste momento da minha vida."

Divulgação
Capa de "O Embate do Século"

Roger e o Ultraje gravam durante a semana. "Temos horário para entrar e mais ou menos horário para sair. E, para melhorar, o estúdio da Bandeirantes é perto da minha casa", afirma o cantor, que mora no Morumbi, zona sul de São Paulo.

Os finais de semana ficam livres para shows. "Mas tem que ser em São Paulo ou em cidades mais próximas", ressalta. Aos 55 anos de idade e 30 de carreira, Roger quer sossego.

"Quando o primeiro disco do Ultraje estourou, pensei como um jogador de futebol: 'O sucesso deve durar uns cinco anos, então vamos aproveitar enquanto há tempo'", brinca. "Mas estamos bem até hoje. Mesmo nos anos 1990, que foram bem ruins para o rock, nós continuamos fazendo muitos shows, mesmo estando fora da mídia."

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Na opinião de Roger, o segredo da longevidade de sua geração é o idealismo. "A gente fazia o que gostava. Não só o Ultraje - Legião, Titãs e outros também. Ninguém calculava o que poderia fazer sucesso ou não."

"O Embate do Século"

Além de tocar no "Agora É Tarde", o Ultraje a Rigor está com um novo disco na praça. Intitulado "O Embate do Século", o álbum é dividido com o Raimundos. "Eles tocam músicas da gente, a gente toca músicas deles", diz Roger. "Foi uma ideia do (produtor) Rafael Ramos, da Deckdisc. Quando ele sugeriu, eu topei na hora."

O Ultraje toca, por exemplo, canções como "Puteiro em João Pessoa" e "Eu Quero Ver o Oco". "Eu fiz uma lista de músicas que queria gravar, que era bem parecida com a lista do Rafael Ramos. A gravação foi bem rápida, em três finais de semana estava tudo feito. Gravar é fácil, compor é que dá trabalho."

Só não espere ver uma turnê conjunta de Ultraje e Raimundos para promover o disco. "Com as gravações do 'Agora É Tarde', não dá para fazer turnê. No máximo vai haver um ou outro show. Estamos quase fechando um no Rio de Janeiro no final do ano."

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