Wagner Moura desafina ao cantar Legião Urbana, mas carisma garante aplausos

Ator assumiu lugar de Renato Russo em show tributo ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, em São Paulo

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Como cantor, Wagner Moura é um ótimo ator. E mostrou isso no show tributo à Legião Urbana que aconteceu nesta terça-feira (29) no Espaço das Américas, em São Paulo, e foi transmitido ao vivo pela MTV Brasil.

Durante quase duas horas de show, Moura desafinou e cantou fora de tom a maior parte do tempo – e mesmo assim saiu aplaudido. Como? Com carisma e uma excelente atuação.

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Houve momentos, por exemplo, em que Moura nem precisou abrir a boca. Bastou estender as mãos para ou dirigir um olhar emocionado que a plateia cantou sozinha. Foi assim em "Quase Sem Querer", "Eu Sei", "Índios", "Há Tempos", "Pais e Filhos" e "Será?", entre outras.

AgNews
Wagner Moura e Dado Villa-Lobos em São Paulo
Outro truque usado pelo ator foi lembrar, em duas oportunidades, que aquela "poderia" ser a última vez que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocariam canções da Legião, como forma de aumentar a carga emocional da noite.

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A apresentação começou com um dos maiores sucessos da Legião, "Tempo Perdido". Durante toda a música, foi praticamente impossível ouvir a voz de Moura, tamanha era a vontade que o público cantava junto.

Nas duas canções seguintes, "Fábrica" e "Daniel na Cova dos Leões", o ator permaneceu inaudível. Mas a culpa, nesse caso, foi da péssima qualidade de som do Espaço das Américas.

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Foi só em "Andrea Doria" que a voz de Moura apareceu. Primeiro, na conversa com o público, em que ele revelou ser essa a sua canção preferida da Legião. Depois, quando começou a cantar. 

Aí foi possível perceber que, apesar de não tentar imitar Renato Russo, o ator copiava alguns de seus trejeitos vocais. Pior: na música seguinte, "Quase Sem Querer", ele imitou os característicos passos de dança do cantor.

Além disso, as versões tocadas eram reverentes demais às originais – com exceção de uma "Geração Coca-Cola" em ritmo de blues, cantada por Dado Villa-Lobos, não houve maiores ousadias nos arranjos.

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Nada disso, no entanto, incomodou o público. Pelo contrário: quando a apresentação terminou, após dois bis, a plateia quis mais e pediu "Faroeste Caboclo" em coro. Mas o baterista Marcelo Bonfá respondeu com um "até amanhã".

Mariana Caldas/Divulgação
Performance de Wagner Moura teve carisma e uma excelente atuação

A apresentação ainda teve participações especiais de Andy Gill, guitarrista do Gang of Four. Com ele, a banda tocou "Damaged Goods" (do Gang of Four), com Dado Villa-Lobos no vocal, e "Ainda É Cedo". Essas duas músicas ainda tiveram a presença de Bi Ribeiro, do Paralamas do Sucesso, no baixo.

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Antes, Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, havia cantado e tocado guitarra em "Andrea Doria". Clayton Martin, também do Cidadão Instigado, tocou gaita em "Geração Coca-Cola".

Veja abaixo qual foi o repertório do show:

"Tempo Perdido"
"Fábrica"
"Daniel na Cova dos Leões"
"Andrea Doria"
"Quase Sem Querer"
"Eu Sei"
"Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto"
"A Via Láctea"
"Esperando por Mim"
"Índios"
"Monte Castelo"
"Teatro dos Vampiros"
"Geração Coca-Cola"
"Damaged Goods"
"Ainda É Cedo"
"Baader-Meinhof Blues"
"Sereníssima"
"Se Fiquei Esperando o Meu Amor Passar"
"Há Tempos"
"1965 (Duas Tribos)"
"Perfeição"

Bis 1
"Teorema"
"Antes das Seis"
"Giz"
"Pais e Filhos"

Bis 2
"Será?"

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