Recuperando-se de faringite, Gal Costa faz show irregular em São Paulo

"O Caetano está nervoso com minha voz rouca. Imagina eu então", diz cantora durante apresentação

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Assim que Gal Costa começou a cantar "Da Maior Importância", primeira música do show que a cantora fez nesta quinta em São Paulo, foi possível perceber que havia algo de errado com sua voz.

Gal estava rouca, fora do tom e tinha especial dificuldade em alcançar os agudos. Uma performance bem abaixo do que se esperava de uma das melhores cantoras brasileiras.

Ficou claro que ela ainda não estava recuperada da faringite que, no final de semana anterior, havia feito com que ela cancelasse duas apresentações na Virada Cultural do interior de São Paulo .

Na quarta canção da noite, "Divino Maravilhoso", Gal mal conseguiu cantar. Após terminar a música aos trancos e barrancos, fez um desabafo à plateia. "Ainda estou me recuperando de uma faringite. Mesmo assim, vou fazer o show", disse, sob aplausos. Em seguida, interpretou "Folhetim", ainda com a voz falhando - tanto que pediu para a plateia cantar com ela.

AE
Gal Costa
"O Caetano está nervoso com minha voz rouca. Imagina eu então", afirmou logo depois - Caetano Veloso, compositor de todas as músicas do mais recente disco da cantora, "Recanto" , estava na plateia, na primeira fila.

Pelas cinco ou seis primeiras canções do show, a impressão era que Gal mal conseguiria terminar a apresentação. Mas, aos poucos, sua voz foi melhorando. Ainda ficou longe do canto cristalino que é sua marca registrada, mas foi capaz de alguns momentos de grandeza.

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O ponto de virada foi "Autotune Autoerótico", faixa de do eletrônico "Recanto". Mesmo rouca, Gal se impôs com força e autoridade. No trecho em que cantou "o autotune não basta para fazer o canto andar", foi aplaudida de pé e pareceu recuperar a confiança.

"Parece que as cordas vocais estão me obedecendo mais agora", disse Gal após terminar a canção. Mais segura, cantou então a clássica "Dom de Iludir" sem derrapar e logo depois emendou com a dançante "Neguinho".

Após uma intensa versão de "Vapor Barato", com um belo solo do guitarrista Pedro Baby, e uma "Um Dia de Domingo" em que ela imitou Tim Maia e provou que pelo menos seus graves estavam em ótima forma, a cantora deixou o palco.

Pouco depois, voltou para o bis. Mas, antes de voltar a cantar, prometeu voltar a São Paulo quando estiver totalmente recuperada. "Vou fazer outro show, com uma placa: curada da faringite", afirmou.

O bis teve três músicas: "Mansidão", uma das mais belas músicas do disco "Recanto"; uma emocionante versão de "Força Estranha" (em que o verso "por isso uma força me leva a cantar" teve um poder especial); e, para fechar, o hit "Meu Bem, Meu Mal".

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