Hip hop e Pará são destaques em festival em BH

Criolo e Felipe Cordeiro fazem dois dos melhores shows do Conexão Vivo, realizado neste final de semana

AE |

Divulgação
O rapper Criolo
Há mais de uma década em atividade, o programa Conexão Vivo mostrou na etapa final de shows da 12ª edição, em Belo Horizonte, que a maioria de suas apostas valeu a pena. Vários artistas e bandas selecionadas já foram atração do festival, e muitos dos que pisaram os vários palcos do evento voltaram fortalecidos.

Criado como plataforma de sustentação de carreira de artistas mineiros, o programa se expandiu agregando o que há de mais representativo na cena independente de outras regiões.

Duas fortes tendências marcaram a edição de 2012 no Parque Municipal: o hip hop e a música do Pará. Na quinta-feira, o cantor paulistano Criolo arrastou 6 mil pessoas (o maior público do evento) num daqueles shows consagradores, marcado por manifestações de apoio ao colega Emicida - preso aqui no fim de semana anterior por protestar contra o despejo da Ocupação Eliana Silva - e aos homossexuais, no Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia.

Na sexta-feira, o guitarrista, compositor e cantor Felipe Cordeiro (protagonista de outro dos melhores shows), tomou emprestadas as palavras do colega paulistano para defender a música de seu Estado. "A mesma coisa que o Criolo falou sobre o hip hop se dá com a música do Pará. Não estamos na moda, há muito tempo fazemos essa música que o Brasil está descobrindo agora. É uma conquista nossa."

A comprovação dessa conquista se evidenciou ali mesmo. A maioria da plateia não conhecia o excelente trabalho de Felipe, que aos poucos foi ganhando o público com sua mistura de pop-rock, carimbó, surf music, brega, lambada, guitarrada, cumbia e outras levadas dançantes.

Outro forte representante do hip hop, tão diversificado quanto Criolo na agregação de sons e igualmente muito bem acompanhado, BNegão abalou a noite de sexta com seu vozeirão e sua banda Seletores de Canais, mesclando hip hop, funk carioca, afro beat, hard core e outras coisas mais, entre conhecidas e inéditas.

Donos de outros vozeirões marcaram o sábado: a cantora Ellen Oléria da banda Soatá, do Distrito Federal, e o lendário baiano Lazzo Matumbi, convidado da banda Baiana System. A noite ainda teve A Banda de Joseph Tourton, de pós-rock instrumental do Recife, em gratificante evolução. O quarteto pernambucano faz par com outra surpreendente banda do gênero, o 4Instrumental, da cidade de Sabará.

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