Titãs mostram "Cabeça Dinossauro" na Virada Cultural

Sucesso de público, banda tocou disco clássico na íntegra e voltou no bis com hits da carreira

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

AE
Branco Mello, do Titãs, na Virada Cultural
Em uma fase melancólica após o fracasso do disco "Sacos Plásticos" e da saída de Charles Gavin, o Titãs emendou dois shows especiais para sacudir a poeira: a turnê ao lado dos Paralamas do Sucesso e este agora, tocando na íntegra o álbum "Cabeça Dinossauro" (1986). O público que lotou a avenida São João na Virada Cultural, no início da tarde deste domingo (06), provou que a decisão não poderia ter sido mais acertada.

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"Cabeça Dinossauro" não só tem lugar de destaque no rock brasileiro – é sem dúvida um dos discos mais importantes do gênero no país –, como agrupa alguns dos maiores hits dos Titãs. "Homem Primata", "Família" e "Polícia" convivem ao lado de maravilhas como "AA UU", "O Que" e "Igreja". Na época, eles haviam encontrado o balanço entre punk rock, protesto e potencial radiofônico. Não à toa "Cabeça Dinossauro" tem a relevância que tem.

Tony Bellotto, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto, os quatro integrantes que restaram, se revezaram nos instrumentos (a não ser a bateria, a cargo do excelente Mário Fabre) e não conseguiam disfarçar a alegria de tocar para um público devoto. Branco erguia o baixo, o microfone, o pedestal, o que tivesse pela frente para extravasar a energia. Miklos pedia palmas, Bellotto mantinha a eterna pose de guitar hero e Britto bebericava uma taça de champagne.

O fato de a banda estar tocando em São Paulo também foi motivo de comemoração. "Estamos em casa", disse Miklos, aos berros. "Somos uma banda local, nascida dos esgotos dessa cidade maravilhosa." Era a introdução para "Bichos Escrotos", um dos pontos altos da apresentação, comemorada até por uma Malu Mader eufórica no fundo do palco.

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Os Titãs parecem estar usando a turnê "Cabeça Dinossauro" para se energizarem e, talvez, gravar em breve material inédito. Após tocar o disco na íntegra em pouco mais de 40 minutos, o grupo voltou para o bis disposto a se divertir, explorar melhor seu repertório e experimentar. Tocaram, entre outras, "A Verdadeira Mary Poppins", "Nem Sempre Se Pode Ser Deus", "Aluga-se", "Televisão", "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" e até uma inédita, "Fala Renata". Sucesso absoluto de público.

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