Gilberto Gil encerra Virada Cultural com enxurrada de hits

Cantor privilegiou o lado mais pop de sua carreira em show na Praça Julio Prestes

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Coube a Gilberto Gil, um dos artistas mais importantes da história da música brasileira, a tarefa de fazer o show de encerramento da Virada Cultural 2012 . O baiano se saiu muito bem: em pouco menos de 1h20 de apresentação, emendou um sucesso atrás do outro, privilegiando o lado mais pop da sua carreira.

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Claudio Augusto
Gilberto Gil em show na Virada Cultural

O bloco inicial, por exemplo, teve "Realce", "Tempo Rei" e "A Novidade". Depois, Gil emendou uma sequência de reggaes ("No Woman No Cry" e "Is This Love", ambas de Bob Marley, mais "Vamos Fugir", uma das favoritas do público). No meio, arranjou espaço para um forró, "Esperando na Janela", que combinou muito bem com o ritmo jamaicano.

Quando o show chegou à metade, Gil apostou em canções mais lentas e introspectivas, como "A Paz" e "Drão". Mas nem isso diminuiu a empolgação do público. Pelo contrário: foi o descanso necessário para todos voltarem a dançar com o que veio em seguida. No caso, samba ("Chiclete com Banana") e samba de roda ("Andar com Fé").

Após cantar "Nos Barracos da Cidade", Gil deixou o palco. Mas, menos de um minuto depois, já estava de volta para o bis. "Vou tocar mais duas músicas para vocês", disse. As escolhidas foram "Punk da Periferia", que ele raramente toca ao vivo, e "Toda Menina Baiana" - esta, presença quase obrigatória em seus shows.

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Foi um encerramento em clima de festa. Com uma pequena dose de crítica ao governo do Estado - durante "Punk da Periferia", Gil reclamou das obras de limpeza do rio Tietê. "Elas já duram 20 anos, mas o rio continua sujo", disse.

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