Mostra reúne curtas, desenhos, fotos e esculturas de James Franco

Ator indicado ao Oscar 2011 inaugura exposição em galerias de arte em Berlim

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

Parece que não existe nada que o ator James Franco não possa fazer no mundo das artes. Indicado ao Oscar 2011 por seu trabalho em “127 Horas”, que estreia na sexta (18) no Brasil, ele já lançou livro, estudou em várias universidades diferentes, participou da novela “General Hospital” como parte de um projeto artístico e agora apresenta a exposição “Dangerous Book Four Boys” em Berlim, depois de passagem por Nova York.

Muita gente apareceu na abertura, na noite do sábado (12), na Peres Projects Mitte (a mostra também acontece na outra unidade da galeria, a Peres Projects Kreuzberg). Com curadoria de Alanna Heiss, da Clocktower Gallery de Nova York, a exibição reúne curtas-metragens, desenhos, fotografias e esculturas. Em geral, tratam de temas como masculinidade e celebridade, indo buscar referências em artistas como Kenneth Anger e Paul McCarthy e em memórias da infância, frequentemente com uso do humor.

Uma foto mostra uma casa de bonecas de plástico derretida. Em vídeos, são destruídos a bala caminhões de brinquedo e reproduções de quadros. Em dois outros vídeos exibidos paralelamente, um homem corta madeira num estacionamento, com prédios ao fundo, enquanto outro corta madeira no sopé de uma montanha. Um foguete de madeira, parecido com uma casa da árvore, convida a uma visita do visitante.

AP
James Franco no tradicional almoço que reuniu os indicados ao Oscar 2011
Depois de evitar aparecer em seus próprios trabalhos, Franco começou a discutir a sua própria celebridade. Num longo filme, formado por vários curtas-metragens, um rapaz lê textos sobre o que é masculinidade. O próprio ator então aparece como Dicknose (nariz de pinto), com uma máscara em forma de pênis sobre o nariz, contracenando com um homem mascarado e outro vestido como alguém de outro século, num filme nonsense sobre uma viagem a Paris. Há uma leveza quase infantil nos trabalhos, o que confere frescor aos trabalhos.

Javier Peres, dono da galeria, é o responsável por trazer a exposição para a Europa. “Sempre senti que o público do continente, especialmente dos países de língua germânica, são muito receptivos aos artistas da Califórnia, como Mike Kelley e Paul McCarthy. Então para mim a coisa mais lógica é que ele fizesse sua primeira exposição solo em galeria comigo aqui”, disse ao iG . É a primeira vez que trabalham juntos. “Em geral, como qualquer outro artista de quem promovemos exibição solo, entramos com cabeça aberta de que se torne um relacionamento longo”, afirmou Peres.

O galerista ficou interessado porque acha que James Franco reúne três qualidades que ele admira num artista: “Em geral, gosto daqueles que apresentam mundos completos, que desafiam meu jeito de pensar e que acrescentam algo de novo. Ele preenche todos esses requisitos e acho particularmente interessante quantos detalhes ele usa em suas obras, ao passo que o resultado final pode parecer muito imediato apesar de ele lidar com questões humanas complexas.”

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