O Terceiro Sinal é baseado no livro Queda Livre , de Otavio Frias Filho" / O Terceiro Sinal é baseado no livro Queda Livre , de Otavio Frias Filho" /

Monólogo marca estreia de grupo teatral de Bete Coelho

Espetáculo O Terceiro Sinal é baseado no livro Queda Livre , de Otavio Frias Filho

AE |

A atriz e diretora Bete Coelho anuncia a consolidação de sua própria companhia de teatro, a BR 116, com a estreia amanhã do monólogo O Terceiro Sinal , versão para o teatro do ensaio homônimo publicado em 2003 no livro Queda Livre , escrito pelo jornalista e dramaturgo Otavio Frias Filho. A direção é do ator Ricardo Bittencourt, parceiro teatral de Bete Coelho desde O Homem da Tarja Preta , do psicanalista Contardo Calligaris, dirigido por ela em 2009.

"A BR 116 é uma estrada maravilhosa. É muito longa e passa por vários Estados, principalmente passa por Minas, onde nasci, pela Bahia, de onde o Ricardo é, pelo Rio, enfim, é uma longa estrada que esperamos ter, viajar, fazendo teatro, que é o que mais amamos fazer", afirma a atriz. "O B é de Bete, e o R é de Ricardo", completa o ator. "A companhia começou com uma relação inversa, em que eu era o ator que fazia o monólogo ("O Homem da Tarja Preta") e a Bete dirigia. Depois que Bete Coelho entrou na minha vida, tudo ficou muito melhor", diz ele.

A parceria é igualmente festejada pela atriz. "Eu e Ricardo temos um projeto em comum, que é fazer o mesmo tipo de teatro. A gente se complementa muito no pensamento teatral e na vida mesmo. O Ricardo é adorável, ele tem um brilho, é denso, ativo, um homem bacana, interessante, charmoso. É uma parceria que eu espero que dure muito, a não saber que ele me abandone", diz.

O Terceiro Sinal terá apenas três apresentações, entre 23 e 25 de julho, no Teatro Eva Herz, em São Paulo. "Bete tem essa peça na cabeça há muito tempo, é um sonho dela, um desejo dela. Estamos fazendo sem patrocínio, como um hino de amor nosso ao teatro e uma forma de a gente estar vivo, atuando, enquanto companhia, enquanto realizadores", diz Ricardo.

O trabalho é uma metalinguagem sobre o teatro. "O autor tem uma experiência como ator em um papel de jornalista, para escrever uma reportagem. E devolve tudo isso para o teatro. O que importa aqui é dissecar o teatro, o processo do ator, a feitura do teatro", considera a atriz. O relato de Frias em O Terceiro Sinal se refere à experiência que ele teve como ator no Teatro Oficina, no espetáculo "Boca de Ouro", dirigido por José Celso Martinez Corrêa em 2000.

Os planos da trupe BR 116 para esse ano incluem a montagem do texto Cartas de Amor para Stalin , do espanhol Juan Mayorga, em fase de pré-produção. Dessa vez, Bete e Ricardo estarão juntos no palco, dirigidos por Paulo Dourado. "Somos os diretores de produção também, aí é que está a dor e a delícia de fazer uma companhia. Claro que a gente trabalha com produtores executivos, mas formar a companhia é para justamente fazer o teatro que a gente acredita, da forma que a gente acredita, e com o conteúdo que a gente acredita. E para isso você tem de se bancar", diz Ricardo.

Segundo a atriz, também há planos do retorno aos palcos de O Homem da Tarja Preta . "Temos um projeto para fazer a peça na periferia de SP. Seria maravilhoso, imagine discutir sexo, sexo masculino na periferia", diz ela.

O Terceiro Sinal - Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073). Tel. (11) 3170-4059. De 23 a 25 de julho. Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia entrada)

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