"Lone Star" é uma das melhores séries da nova temporada

Drama da Fox já luta por sobrevida na audiência por ser boa demais para TV aberta

Pedro Beck, especial para o iG Cultura |

Divulgação
Cena da série "Lone Star", ainda inédita no Brasil
A Fox norte-americana estreou no último dia 20 o drama 'Lone Star", que já chegou a TV recheado de expectativas após diversos reviews calorosos por parte da mídia especializada. O piloto conta a história de Robert Allen, um golpista que busca sua fortuna aplicando golpes nos outros. Mas no fundo, o personagem principal, interpretado pelo ótimo James Wolk, está enganando a si mesmo, já que seus golpes não param em pessoas desconhecidas: Allen possui duas famílias e duas mulheres. E pior: acredita amar as duas.

Em Midland, Texas, ele é Robert, um vendedor que viaja o país. É apaixonado por Lindsay, sua namorada, e seus golpes se extendem até aos seus sogros, para quem vende ações de empresas fictícias. Em Houston, é Bob, homem casado e um dos possíveis sucessores de seu sogro (Jon Voight), de quem recebe o convite para se tornar um dos sócios de sua empresa - oportunidade perfeita para dar o maior golpe de sua vida.

Mas é justamente após o convite para trabalhar na empresa do sogro, que Robert percebe a oportunidade única de mudar vida, e fazer de seu novo trabalho um trabalho de verdade e não uma possibilidade de um novo golpe.

Robert foi criado pelo seu pai, que o ensinou tudo sobre os golpes e em dado momento do piloto, esclarece a relação dos dois: "Eu sou a pessoa que te ama por quem você é, não por quem finge ser". Ambos os personagens carecem de uma alma profunda, que os possibilita de enganar até pessoas que não têm onde cair mortas. Robert é uma espécie de antiherói que vive dilemas como buscar mais um golpe ou alcançar sua redenção.

O piloto é dirigido por Marc Webb, de "500 Dias com Ela", apesar do dedo do diretor não ser evidente: é uma direção convencional de TV. A qualidade da produção da Fox é justamente o calcanhar de Aquiles de "Lone Star": a série é mais uma das produções recentes - assim como "Life" e "Studio 60" da NBC - que deveriam ser programação de TV a cabo, mas por algum motivo foram parar na TV aberta. "Star" é inteligente demais para o norte-americano convencional.

O reflexo disso costuma ser uma vida muito curta, que parece ser o caso aqui: o piloto atraiu cerca de 4.1 milhões de telespectadores e fez apenas 1.3 ponto na demo qualificada do público entre 18 e 49 anos. Os números, que já eram fracos, ficaram ainda piores após a exibição do segundo episódio, que fez o mesmo 1.3 ponto e alcançou apenas 3.8 milhões de telespectadores - números muito baixos para a TV aberta.

Algumas séries começam com audiência baixa, mas conseguem se recuperar revendo suas falhas. O problema aqui é que "Lone Star" é um drama serializado com histórias contínuas que atravessam diversos episódios, dificultando atrair um público que tenha perdido os primeiros episódios.

Séries como "Dexter", "Breaking Bad", "Hung" e "Weeds" deixam claro que criminosos e antiheróis estão na moda. Mas apenas na TV a cabo. "Lone Star" é um tiro no escuro por parte da Fox. E aqui, parece que o tiro, infelizmente, sairá pela culatra.

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