Vargas Llosa: fundamentalismo islâmico é inimigo da democracia

Escritor afirmou neste sábado, no Chile, que o fundamentalismo islâmico substituiu o comunismo como o maior inimigo à democracia.

AFP |

AE
Mario Vargas Llosa
"A cultura da liberdade continua tendo inimigos extremamente perigosos: o comunismo foi substituído pelo fundamentalismo islâmico como o maior inimigo que tem, no mundo atual, a cultura da democracia", assegurou o escritor, durante intervenção no encerramento de um fórum internacional de políticas públicas em Santiago.

De acordo com Vargas Llosa, o extremismo islâmico "não é tão forte como foi a União Soviética, mas é um desafio no qual militam fanáticos convencidos de que com a destruição da cultura ocidental e tudo o que ela representa vão ganhar o Paraíso".

Vargas Llosa, que foi convidado ao Chile pelo grupo de pensamento Liberdade e Desenvolvimento, na comemoração de seu 20º aniversário, destacou que "o fanático religioso é extremamente perigoso sobretudo se está disposto a sacrificar a vida em nome deste modelo no qual acredita".

"O integrismo islâmico, que matou mutíssimos (mais) muçulmanos que pagãos ou cristãos, segundo sua denominação, representa uma minoria e parte de convicções religiosas e políticas tão absolutamente anacrônicas, em conflito com a modernidade, que jamais poderão derrotar a cultura ocidental", afirmou.

O premiado escritor se dirigiu aos grupos terroristas islâmicos e assegurou: "não vão nos derrotar, mas devemos saber nos defender para não permitir que, aproveitando as instituições da liberdade, se infiltrem nas nossas sociedades e semeiem o terror".

"O terror muitas vezes fez as democracias renunciarem conquistas democráticas fundamentais, (mas) não podemos perrmiti-lo. A democracia não pode começar a usar as armas dos terroristas", concluiu.

    Leia tudo sobre: mario vargas llosa

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG