Vargas Llosa acusa jornal de parcialidade

Nobel de Literatura cancela sua coluna no periódico peruano El Comercio

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Após acusar o El Comercio de parcialidade, o Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa encerrou sua coluna
O escritor peruano Mario Vargas Llosa cancelou a coluna que mantinha no jornal El Comercio, acusando o veículo de ter se convertido em uma "máquina" de propaganda da campanha de Keiko Fujimori à presidência do Peru.

Vargas Llosa, vencedor do Nobel de Literatura 2010, disse que o diário tem afrontado "as mais elementares noções de objetividade e da ética jornalística" com a intenção de prejudicar a candidatura de Ollanta Humala.

Em uma carta dirigida à direção do El Comercio, o escritor afirmou que o jornal "silencia e manipula a informação, distorce os fatos, abre suas páginas para mentiras e calúnias que possam prejudicar o adversário (Humala)". De acordo com ele, os jornalistas que não concordam com a intenção do veículo estão sofrendo intimidações e demissões como represálias.

"Não posso permitir que minha coluna Pedra de Toque continue aparecendo nessa caricatura do que deve ser um órgão de expressão genuinamente livre, pluralista e democrático", afirmou Vargas Llosa, pedindo que o jornal espanhol El País, responsável pela distribuição de suas colunas em muitos países, cancele sua colaboração no El Comercio.

O escritor já havia declarado publicamente seu apoio à candidatura de Humala no segundo turno das eleições presidenciais peruanas, marcado para o domingo. Segundo ele, um grupo de acionistas do El Comercio que apoia Keiko tomou controle dos jornais e canais de televisão do grupo. A emissora América TV, considerada a mais importante do Peru, está entre os veículos do grupo de comunicação.

Até noite de ontem, El Comercio não havia comentado as acusações de Vargas Llosa.

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