Primeiro livro do autor da geração beat chega às lojas com 70 anos de atraso

Jack Kerouac em imagem famosa, clicada por Allen Ginsberg em Nova York
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Jack Kerouac em imagem famosa, clicada por Allen Ginsberg em Nova York
Descrito por seu autor como "uma porcaria de literatura", o romance de 158 páginas "The Sea is my Brother" ("O Mar é meu Irmão", em tradução livre), primeiro trabalho do escritor Jack Kerouac, acaba de ser lançado pela editora Penguim.

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Com 70 anos de atraso, o livro, que conta a história de dois jovens marinheiros viajando de Boston para a Groelândia, foi concebido durante os oito dias em que escritor esteve a bordo do navio mercante SS Dorchester, em 1942.

Apesar de anunciado pela editora como "uma visão única do jovem Kerouac e a formação de sua genialidade", os críticos parecem concordar com a afirmação do autor.

"Não é um grande trabalho literário. Jamais seria publicado hoje se não fosse assinado por Kerouac. Não existe uma narrativa real. Pouca coisa acontece, mas existem lampejos de seus futuros trabalhos", disse o crítico Stuart Evers, que levou em conta os 20 anos do autor no período em que o trabalho foi escrito.

Kerouac descreve "The Sea is my Brother" como uma história sobre "a revolta de um homem com a sociedade pelo que ela é, com as desigualdades, frustrações e agonias", o faz o livro soar como uma novela adolescente. Em suas anotações estão protótipos de personagens como "o americano em fuga, o grande libertário, o índio americano, o último dos pioneiros e o último dos vagabundos".

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Principal protagonista do livro, Wesley Martin é, como o autor, um jovem que abandonou a faculdade e, em suas palavras, "amava o mar de maneira estranha e solitária, como seu irmão." Em contraste, um outro personagem, Everhart, "escapa da sociedade para o mar, mas encontra nele um espaço de solidão terrível". Os dois passam o livro discutindo, bebendo e contemplando o isolamento, que se parece muito com a própria vida de Kerouac.

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