Popularidade das biografias do rock ajuda mercado de livros

'Editoras estão procurando uma base de fãs automática para que elas possam simplesmente se conectar', diz uma agente literária

Reuters |

Autobiografias de artistas do rock, como a história de Keith Richards admitindo ter cheirado as cinzas de seu pai, ou a revelação de Sammy Hagar de que foi abduzido por alienígenas, estão ajudando as vendas no mercado editorial, que passa por uma fase difícil.

"Claramente existe uma demanda", disse Mauro DiPreta, vice-presidente do It Books, que publicou o atual best-seller do "New York Times" "Red: My Uncensored Life in Rock", de Hagar. O ex-vocalista do Van Halen recebeu cerca de US$ 3 milhões (R$ 4,7 mi) para contribuir com o livro. Richards teria recebido US$ 7 milhões (R$ 11 mi) por seu livro de memórias, "Vida" .

"O que você tem através de um livro é uma lembrança", acrescentou DiPreta. "Você pode comprar um CD, mas provavelmente você já ouviu as músicas muitas vezes. Você pode comprar um violão de Eric Clapton em leilão. Mas por US$ 25, você pode ouvir todas as histórias, não apenas aquelas por trás das músicas, mas de como esses caras viveram."

Sarah Lazin, agente do setor de literatura especializada em títulos relacionados à música, afirmou que "editoras estão procurando uma base de fãs automática para que elas possam simplesmente se conectar. No momento, tenho quatro contratos com uma grande agência já com um astro e um escritor. Não há precedentes".

Os livros de memórias do rock são uma esperança para os vendedores de livros que estão com uma dificuldade dupla provocada pela recessão e a transição para os e-books.

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