Paulo Coelho se compara a Madonna em entrevista

Ao jornal New York Times, autor fala sobre redes sociais e diz ter mais amigos do que a cantora no Facebook

iG São Paulo |

Em entrevista com o escritor Paulo Coelho publicada nesta segunda-feira (26), o jornal The New York Times diz que o brasileiro é um "místico das redes sociais".

A publicação exalta o contato direto do autor com seus fãs e sua estratégia nada ortodoxa de promover versões piratas de suas obras na internet.

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"Quando vi a edição pirata de um dos meus livros, decidi disponibilizá-la online. Era um momento difícil na Rússia, eles não tinham muito papel para publicações. Aí coloquei essa versão digital gratuita e, após um ano, já havia vendido 10 mil cópias no país. No segundo ano já eram 100 mil. Então passei a disponibilizar outros livros na internet, certo de que se as pessoas lessem um pouco e gostassem, elas comprariam o livro", disse Coelho.

Questionado sobre o receio em deixar seus editores com raiva, o escritor assumiu que o medo existiu, mas um telefonema de Jane Friedman, editora da norte-americana HarperCollins, mudou isso. "Ela sugeriu tornar minha atitude oficial. E graças a isso a minha vida mudou".

Dono de uma conta no Twitter com um total de 2,4 milhões de seguidores, Coelho revelou na entrevista tratar a rede social como seu recreio. "Eu tuíto de manhã e no fim do dia. Após escrever por 12 horas, chega um momento em que você fica cansado. E esse é o meu momento de relaxar".

"Antes o escritor era visto como um sábio vivendo numa torre isolada, cercado de conhecimento e intocável. Isso não existe mais. À medida que surgiu a possibilidade de usar o Twitter e o Facebook para me conectar aos meus leitores, eu passei a usá-los e compartilhar pensamentos que não usei nos meus livros."

Assim como no Twitter, no Facebook a fama do escritor também é grande. Em sua conta estão conectadas 6 milhões de pessoas. Mais até do que a da cantora Madonna, comparou Coelho. Questionado pelo jornal se ele seria "maior do que Madonna", o escritor respondeu: "Não, não, não. Eu não disse isso".

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