"O Último Olimpiano" encerra saga infanto-juvenil Percy Jackson

No quinto livro, norte-americdano Rick Riordan conclui atualização da mitologia

Agência Estado |

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Detalhe da capa da edição brasileira do livro
Antes de Superman e Batman. Muito antes do bruxo Harry Potter. Os primeiros super-heróis foram os deuses e os semideuses. Foi pensando nisso que o escritor e professor texano Rick Riordan, 46 anos, criou a saga de Percy Jackson e os Olimpianos, que chega ao final com o quinto e último volume da série, "O Último Olimpiano. "Eles têm poderes incríveis, mas são falhos e muito humanos", disse Riordan ao Jornal da Tarde.

De fato, as lendas gregas possuem romance, batalhas, mistério, magia, bons heróis, vilões terríveis. Para Riordan, as histórias que são criadas até hoje possuem muitas referências à mitologia helênica. "Temos pegado suas histórias emprestadas por milhares de anos. São fascinantes", diz.

A saga do garoto-problema Percy Jackson é uma homenagem a esse mundo. Iniciada em 2005, a série só chegou ao Brasil em 2008. Foi comparada a Harry Potter, da escritora inglesa J.K.Rowling. Há, sim, semelhanças. Ambos, Jackson e Potter, descobrem que pertencem a um outro mundo: o primeiro é um semideus, filho do deus do mar Poseidon com uma mortal, e Harry é bruxo. Ambos vão para uma escola especial e lá descobrem a existência de uma profecia, na qual eles se encaixam e, claro, podem mudar o destino da humanidade. Também há discrepâncias, principalmente no número de vendas. Enquanto os sete livros do bruxinho inglês venderam 400 milhões de exemplares ao redor do mundo, o "cabeça de alga" – como Percy é chamado pela amiga Anabeth, filha da deusa da sabedoria Atena com um humano – vendeu 9 milhões.

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O escritor Rick Riordan em Nova York
Ao longo dos cinco livros, acompanhamos a trajetória de Percy Jackson, dos seus 11 aos 16 anos, como se fosse um diário. Nos dois primeiros, "O Ladrão de Raios" e "O Mar de Monstros", a história é mais cômica. Com o passar dos anos – e dos livros – Percy cresce, o enredo amadurece e Riordan mantém a qualidade da narrativa. A história não tem muitos atributos para agradar aos adultos. Mas para quem ela é direcionada, o público infanto-juvenil, é um acerto atrás do outro. Há toques de romance, seres mitológicos fantásticos e aventura. Um caldeirão de referências do passado e atuais, misturando-as com situações contemporâneas, receita também usada em Harry Potter, mas que, com a história de Riordan, ganha ares de novidade. Os deuses e as lenda gregas são trazidos para o nosso cotidiano. O deus do Sol, Apolo, por exemplo, é um típico surfista. Poseidon, senhor dos mares, tem a pele queimada de sol e visual de pescador.

Somos jogados, com Percy, na descoberta desse novo mundo. O garoto cresce e agora precisa enfrentar o pior de todos inimigos, o titã Cronos, pai de todos os deuses, que foi derrotado no início da Humanidade. Agora, ele está de volta e quer vingança. Sobrou para o cabeça de alga.

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