Na Bienal, Dilma anuncia projeto de livro popular, que custará até R$ 10

Presidenta pretende promover acesso mais amplo e “preços adequados” a obras impressas

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Rudy Trindade/Agência Estado
Presidenta disse que parte da produção brasileira tem que ser acessível
A presidenta Dilma Rousseff anunciou na tarde desta quinta-feira (1º), na abertura da 15ª Bienal do Livro, no Rio, a criação de um programa que pretende baratear e popularizar o livro no País. Com R$ 36 milhões de recursos do Fundo Nacional de Cultura, o plano montado pela Fundação Biblioteca Nacional tem o objetivo de viabilizar a venda de títulos em papel por até R$ 10.


“Uma parte de nossa produção tem de ser acessível, com preços adequados. A maior força do País está na enorme capacidade dos brasileiros de consumir. Pedi ao Ministério da Cultura que prepare um programa para o livro popular. É uma ação para a comercialização de livros baratos”, disse Dilma.

A presidenta disse ser “desde criança apaixonada por livros” e citou o poeta Mário Quintana, segundo quem “o livro traz a vantagem de a gente estar só e ao mesmo tempo acompanhado”.

“(Espero) Que nos unamos em torno da proposta de que o livro seja de cada um dos brasileiros. É uma experiência única ter acesso a espaços culturais como a Biblioteca de Manguinhos (projeto do PAC em complexo de favelas de mesmo nome). Como consumidora de livros, é uma experiência única ter seus livros e lê-los em sua casa”, afirmou.

A uma plateia de editores e escritores, Dilma sugeriu a colaboração do setor no delineamento do programa e afirmou que o programa vai estimular “toda a cadeia” do livro.

“Projetos são cada vez melhores quanto mais se abre a discussão para os setores que atuam na área. Conto com sugestões, modificações e aperfeiçoamentos de vocês. Esse programa pretende ser estímulo a toda a cadeia, escritores, editores, atacadistas, mas sobretudo para os brasileiros”, disse ela, que revelou ter superado sua “barreira em relação aos livros digitais”.

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