iG Recomenda - Fumaça Humana

Livro sobre a Segunda Guerra Mundial traz novos ares para uma velha história

Guss de Lucca, iG São Paulo |

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Capa do livro Fumaça Humana
Fumaça Humana (Companhia das Letras), livro do norte-americano Nicholson Baker, sugere uma experiência nova em relação a um tema mais que batido: a Segunda Guerra Mundial. Ao invés de compilar os acontecimentos em capítulos, Baker intercala situações, comentários e trechos de cartas de personagens que participaram dos movimentos que sucedem a Primeira Guerra e descambam para a segunda.

As informações são breves e dispostas com objetividade, um artifício que promove agilidade na hora da leitura e concede ao livro potencial para cativar o público da geração virtual, normalmente sem paciência para grandes leituras - ainda mais sobre temas históricos.

A escolha dos personagens que protagonizam a obra também é curiosa. Além de citações e ações dos grandes nomes ligados ao conflito, como o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, o líder nazista Adolf Hitler e o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, Fumaça Humana revela o que fizeram personalidades marcantes do século passado, como o líder indiano Mohandas Gandhi e o fisico alemão Albert Einstein.

Além destes, dezenas de jornalistas, secretárias, generais, nobres, estudantes e outras figuras envolvidas no processo que levou o mundo ao maior conflito do século 20 têm suas participações descritas no breve apanhado de informações peneirado pelo autor.

Se a história em letras garrafais já é mais que conhecida, Fumaça Humana abre espaço para as letras miúdas que também fazem parte da Segunda Guerra Mundial, trazendo novos ares para um velho tema.

Leia abaixo dois trechos de Fumaça Humana :

CHURCHILL escreveu um breve memorando secreto ao ministro da aeronáutica. Falava no bombardeio de Roma. "Se decidirmos fazê-lo mais tarde", disse o primeiro-ministro, "espero não nos limitarmos aos alvos mostrados em (b), e sim fazer que eles recebam uma boa dose ali onde lhes doa mais." Isso em 28 de fevereiro de 1940.

ZHUKOV e TIMOSHENKO, dois generais de Josef Stálin, estavam alarmados com a possibilidade de invasão alemã, e perguntaram ao líder soviético se podiam mobilizar as tropas e deslocá-las, preparando-as para enfrentar um ataque alemão. Stálin disse que não. "A Alemanha está enterrada até o pescoço com a guerra no Ocidente, e tenho certeza de que Hitler não arriscará criar uma segunda frente atacando a União Soviética", explicou. "Hitler não é tão idiota." Foi em 12 de junho de 1941.

Fumaça Humana
Nicholson Baker
Companhia das Letras
R$ 58,00

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