Grupo Editorial Record abandona o Jabuti

Em carta aberta à CBL, editora classifica o prêmio como "comédia de erros"

iG São Paulo |

O presidente do Grupo Editorial Record, Sergio Machado, responsável pelas editoras Record, Bertrand, Civilização Brasileira, José Olympio, Best Seller e Verus, enviou hoje uma careta aberta à Câmara Brasileira do Livro (CBL) e à Comissão do Prêmio Jabuti comunicando a decisão de não participar das próximas edições da premiação.

De acordo com ele, a entrega do prêmio nas categorias de Livro do Ano de ficção e não-ficção se tornou uma "comédia de erros", citando como exemplo as edições de 2008 e 2010, em que os agraciados com o prêmio não foram os escolhidos em suas categorias originais.

Em 2008 o Livro do Ano de Ficção foi conferido a obra "O Menino que Vendia Palavras", de Ignácio de Loyola Brandão (Objetiva), que ficou na segunda posição da categoria infantil - atrás de "Sei Por Ouvir Dizer", de Bartolomeu Campos de Queirós (Edelbra). Já neste ano o vencedor foi "Leite Derramado", de Chico Buarque (Companhia das Letras), que dentro da categoria romance também acabou com a segunda posição, depois de "Se Eu Fechar os Olhos Agora", de Edney Silvestre (Record).

Em suas palavras, as atuais normas do Jabuti põem "em desigualdade os escritores que não sejam personagens mediáticos", o que evidenciaria uma premiação pautada "por critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro-editorial."

O presidente disse que não cogita o retorno do Grupo Record ao Jabuti sem que ajustes sejam feitos aos critérios das categorias citadas. Mas deixou claro que a decisão da editora não se aplica aos autores da casa, que podem inscrever seus trabalhos de forma individual para concorrer nas próximas edições do prêmio.

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