Governo iraniano nega ter censurado livros de Paulo Coelho

Segundo a embaixada do país no Brasil, o veto foi desmentido pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica

iG São Paulo |

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Paulo Coelho
O governo do Irã negou, nesta quinta-feira, ter censurado os livros do brasileiro Paulo Coelho no país. Por e-mail, a embaixada iraniana informou que "a informação sobre o veto aos livros do escritor Paulo Coelho foi desmentida pelo Ministério da Cultura e Orientação Islâmica da República Islâmica do Irã".

No início da semana, Coelho escreveu em seu blog que seus livros não poderiam mais ser publicados no país. A informação, segundo o escritor, foi passada por seu editor no país, Arash Hejazi. Em protesto, o autor disponibilizou para download 17 livros seus traduzidos em farsi, língua falada no Irã.

O suposto banimento dos livros de Paulo Coelho no Irã repercutiu na imprensa internacional. O site da rede britânica BBC, dos jornais britânicos The Independent e Guardian e do americano Miami Herald publicaram notas falando sobre o caso.

O The Independent deu destaque para a manifestação da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que na segunda-feira disse que "a censura é sempre lamentável", conforme nota publicada no site da Agência Brasil.

Já o Guardian e o Miami Herald lembraram a ligação do editor de Coelho no Irã, Arash Hejazi, com a oposição no país. Em 2009, Hejazi foi filmado em um protesto contra o governo após as eleições. À época, Paulo Coelho manifestou apoio a Hejazi usando as redes sociais.

Na última terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, também criticou a atitude iraniana e disse que entrou em contato com a embaixada do Brasil no país para apurar os fatos.

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