Escritora húngara Ágota Kristóf morre aos 75 anos

Famosa por trilogia sobre Segunda Guerra Mundial, autora é considerada pela crítica francesa destaque do final do século 20

EFE |

AFP
A escritora Ágota Kristóf em Budapeste, 2009
A escritora húngara Ágota Kristóf, autora de "Um Caderno e Tanto", morreu nesta quarta-feira aos 75 anos de idade em sua residência na Suíça, onde vivia desde 1956. Fontes da família de Kristóf confirmaram a notícia à agência húngara "MTI", mas não especificaram as causas da morte da escritora, que escrevia em francês.

A imprensa húngara lembra que a obra de Kristóf é considerada pelos críticos franceses como uma das mais importantes da literatura de final do século 20, junto a Samuel Beckett e Eugène Ionesco.

A autora, que conquistou o sucesso internacional com a trilogia formada por "O Grande Caderno", "A Prova" e "A Terceira Mentira", comunicou em março que já não escrevia por estar muito doente. "Não tenho vontade nem força. Não faz sentido", assinalou ao portal literário húngaro "beliche.hu".

Kristóf nasceu na localidade húngara de Csíkvánd em 30 de outubro de 1935 e aos nove anos de idade escreveu seus primeiros poemas num internato próximo à fronteira com a Áustria. Fugiu da repressão soviética posterior à revolução húngara de 1956 e se instalou com o marido na Suíça.

Ali começou a publicar suas obras, com as quais conseguiu reconhecimento internacional. Entre outros, foi agraciada com o italiano Prêmio Alberto Morávia (1988) e o alemão Gottfried Keller (2001).

Traduzida em mais de 30 idiomas, inclusive português brasileiro, a trilogia narra a história de uma família durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Os livros foram adaptadas para o teatro em diversos países, como pela Companhia Teatro Cinema do Chile, que teve grande êxito em Nova York em 2007.

Em 2009, concorreu ao Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, entregue ao albanês Ismail Kadaré, e no ano passado, a Hungria a homenageou com o "Prêmio Kossuth", a mais alta distinção artística do país.

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