Escritora alemã Christa Wolf morre aos 82 anos

Autora foi informante da polícia política da ex-Alemanha Oriental

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A escritora Christa Wolf
A escritora alemã Christa Wolf morreu nesta quinta-feira aos 82 anos em Berlim, informou a editora Suhrkamp.

Wolf, procedente da extinta República Democrática Alemã (RDA) e autora de romances como "Casandra", foi candidata ao Prêmio Nobel de Literatura.

Ao conquistar esse prêmio em 1999, o autor Günter Grass declarou que gostaria de ter recebido conjuntamente com a escritora germânico-oriental.

Christa Wolf foi sempre uma figura polêmica na Alemanha por sua relação com a RDA e pelo papel de informante da polícia política desse país, como admitiu no início dos anos 1990.

Seu último romance, publicado no ano passado, foi "Stadt der Engel", no qual segue os passos dos intelectuais alemães forçados a exilarem-se nos Estados Unidos por causa da perseguição nazista.

O ponto de partida da obra foi uma série de anotações feitas por ela em viagem à Califórnia nos anos 1990, nas quais suas observações sobre o exílio alemão se misturam com reflexões autobiográficas. A reflexão coincidiu com uma crise existencial originada pelo debate sobre o papel que Wolf desempenhou no regime da extinta República Democrática Alemã (RDA).

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Em 1993, Wolf foi para Califórnia em busca de tranquilidade para trabalhar depois da explosão da polêmica sobre suas relações com a Polícia da RDA, da qual foi informante entre 1959 e 1962.

Nascida em 1929, Christa Wolf viveu sob o regime nazista e o da RDA antes da reunificação da Alemanha. Em 1980, ela ganhou o Prêmio Georg Buchner, o prêmio literário mais importante da língua alemã.

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