Escritor Philip Roth vence prêmio Man Booker International

Premiação é concedida a cada dois anos a autores de língua inglesa ou com obra amplamente traduzida para o idioma

EFE |

AP
Philip Roth em foto de 2008
O romancista norte-americano Philip Roth, conhecido por romances como "O Complexo de Portnoy" e "Trilogia Americana", ganhou o prêmio Man Booker International, anunciou nesta quarta-feira (18) a organização. Roth concorria com outros importantes escritores, entre eles o espanhol Juan Goytisolo, o libanês Amin Maalouf, a italiana Dácia Maraini, as americanas Anne Tyler e Marilynne Robinson, os chineses Su Tong e Wang Anyi, os britânicos John le Carré, James Kelman e Philip Pullman e o canadense de origem indiana Rohinton Misty.

O anúncio do prêmio de 68,4 mil euros (R$ 158,4 mil), concedido a cada dois anos a um autor vivo pelo conjunto de sua obra escrita diretamente em inglês ou amplamente traduzida a esse idioma, aconteceu em entrevista coletiva realizada este ano na ópera de Sydney. Entre os autores agraciados com o prêmio figuram o albanês Ismail Kadaré, que o recebeu em 2005, o nigeriano Chinua Achebe (2007) e o canadense Alice Munro, premiada há dois anos.

"Durante mais de 50 anos, os livros de Philip Roth, de raízes judias, estimularam, provocaram e divertiram milhares de pessoas", comentou o presidente do júri, Rick Gekoski. "Sua imaginação não só transformou nossa ideia sobre a identidade judaica, mas reanimou o gênero da ficção e não só a ficção americana", acrescentou. "Sua carreira é impressionante pelo fato de ter começado em alto nível e não deixou de melhorar. Com 50, 60 anos, quando a maioria dos romancistas começa a declinar, escreveu uma série de romances da máxima qualidade", disse também Gekoski. "Sua obra mais recente, "Nemesis" (2010), é tão leve, memorável e viva como as anteriores", elogia o presidente do júri.

O próprio Roth, citado pela organização no comunicado, assinalou que "um dos prazeres especiais" que sentiu como escritor é o de saber que sua obra foi lida no mundo inteiro. O escritor americano é autor de obras tão conhecidas e traduzidas como "O Complexo de Portnoy" (1969), a primeira que ganhou fama, "Operação Shylock" (1993), e "O Animal Moribundo" (2001). Também é conhecido por sua trilogia na qual disseca a sociedade americana do século 20: "A Pastoral Americana" (1997), "Casei com um Comunista" (1998) e "A Mancha Humana" (2000).

Muitas de suas obras refletem os problemas de assimilação e identidade dos judeus norte-americanos, o que o vincula a outros autores de seu país como o prêmio Nobel Saul Bellow e Bernard Malamud. O personagem que aparece com maior frequência em seus romances é o escritor Nathan Zuckermann através do qual Roth explora os aspectos tragicômicos da assimilação judia nos EUA, pelo qual recebeu críticas por alguns considerarem esse personagem de ficção seu "alter ego".

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