Dilma vai falar de literatura feminina na Bienal do Livro no Rio

Evento acontece de 1 a 11 de setembro, e tem estimativa de público em torno de 600 mil visitantes

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Carolina Rocha, iG São Paulo
Livros baratos atrairam a atenção do público na Bienal

A presidenta Dilma Rousseff está confirmada na programação oficial da 15ª edição da Bienal Internacional do Livro, que acontece de 1 a 11 de setembro, no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em coletiva de imprensa com os curadores dos debates, realizada na Oficina do Pão, no Jardim Botânico, antiga casa de José Lins do Rêgo, Sonia Biondo falou sobre a possibilidade de Dilma faltar, mais uma vez, a um evento literário no qual tinha dado como certa sua presença. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira (2).

Ela desistiu de ultima hora de comparecer à FLIP, no mês passado.

“Estamos trabalhando com um plano B, C, D... Tudo é possível… Teremos um debate mais tarde sobre mercado das publishers. Podemos fazer duas sessões no mesmo dia, se for o caso”, disse Sonia, curadora do espaço “Mulher e Ponto”, com capacidade para 100 lugares. Caso Dilma resolva dar o ar de sua graça presidencial, o auditório para recebê-la será outro, no mesmo lugar, com 400 lugares disponíveis.

Dilma falará sobre sua relação com personagens literários e a literatura feminina. “É a nossa convidada especial, uma pessoa sempre ligada aos livros. Tomara que ela vá”, disse Sonia, com uma ponta de esperança. Dilma é esperada no primeiro dia de evento.

Mariana Vianna/ Divulgação
Curadores da Bienal do Livro 2011

Nomes badalados

A Bienal segue em seu amadurecimento no calendário oficial da cidade com nomes já consagrados – e até batidos. Edney Silvestre, Ferreira Gullar , Ruy Castro... As novidades apontadas pelo crítico Ítalo Moriconi, que comanda o “Café Literário”, espaço de debates com autores, não são tão novidades assim. Cristóvão Tezza , Marcelo Ferroni e Ana Maria Machado, que também esteve presente na última edição do evento, voltam à Feira.

Ítalo se defende das repetições. “O público quer estes nomes sempre, quer o contato com seus autores preferidos. É quase uma relação como a que fãs têm com os roqueiros. Ter Gullar numa Bienal ou em qualquer lugar é garantia de sucesso”, disse. De fato, Gullar move multidões. Na última FLIP, ele voltou a causar tumulto nas ruas de Paraty.

Beto Lima
Ferreira Gullar
A programação tem confirmada a presença de 23 autores estrangeiros e 150 brasileiros. A lista de nomes internacionais inclui Anne Rice, Scott Turow, Hilary Duff, Michael Connelly, Patricia Schultz, Alyson Noël, William P. Young e Gonçalo M. Tavares, entre outros.

Precauções menores estarão no “Livro em cena”, sob batuta do diretor teatral Gabriel Vilella. A fórmula é a mesma de outras edições, mas vem se renovando. Atores convidados leem trechos de obras famosas da literatura nacional. É daí que a Bienal pode trazer ao público um frescor de novidade, que vai além dos lançamentos expostos em diversas estantes em três pavilhões.

Entre vários nomes confirmados para esta sessão, Elba Ramalho vai recitar “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Ela pediu à organização para que possa também cantar algumas músicas que Chico Buarque fez para a versão teatral da obra de João Cabral. Julia Lemmertz vai recitar “Canaã”, de Graça Aranha. Ana Beatriz Nogueira lerá “Fogo Morto”, de José Lins do Rêgo. A programação completa está no site oficial da Bienal.

Temática Brasil

A Bienal, que homenageou nos últimos anos Portugal, Espanha, Itália, França e Estados Unidos, entre outros países, se voltou dessa vez ao seu próprio umbigo, ao falar do país da moda nas rodinhas internacionais: o Brasil. E não é só devido aos eventos esportivos que vêm vindo.

“É um adiantamento do que será mostrado em outras feiras internacionais, já agendadas para os próximos anos, que também terão o País como tema principal. Em 2012, a Feira de Bogotá; em 2013, Frankfurt; em 2014, Bolonha”, afirmou Sonia Jardim, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Os ingressos para a Bienal custam R$ 12. Estudantes e idosos (maiores de 60 anos) pagam meia. Professores e profissionais do livro têm acesso gratuito. 

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