Artistas prestigiam lançamento do livro ¿Ópera Brasil de Embolada¿

Escritor e cineasta, Rodrigo Bittencourt também apresenta sua banda pop Lês Pops

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Léo Ramos
Rodrigo Bittencourt autografa o livro ¿Ópera Brasil de Embolada¿ para Viviane Pasmanter

Foi animada – e musical - a noite de autógrafos do livro “Ópera Brasil de Embolada”, de Rodrigo Bittencourt (editora Pallas), nesta quinta-feira (26), na Casa da Gávea, no Rio. Além de garantir seus autógrafos, os presentes puderam conferir a performance do escritor em sua outra vertente, a de músico. Rodrigo soltou a voz com seu grupo, o Lês Pops, banda pop que lança o primeiro disco já em outubro.

O livro, que tem ilustração de Mauricio Negro, é um diálogo entre dois personagens, o Brasil e a Europa. “O Brasil é o homem e a Europa a mulher. Ele a seduz e a traz para cá, para mostrar um pouco de sua história. Na verdade, no fundo, o que ele, o Brasil, quer mesmo é transar com a Europa”, explica Bittencourt, que também tem outra profissão. A de cineasta.

Ele acaba de voltar do Brazilian Film Festival de Miami, nos Estados Unidos, onde exibiu seu curta, “Quem vai comer minha mulher”. Em abril que vem, Bittencourt dirige seu primeiro longa, “Os Inocentes”.

Durante a noite de autógrafos, alguns atores convidados leram trechos da obra. Marcelo Serrado não poupou elogios ao escritor. “Ele é multitalentoso. Poeta, escritor, diretor. É um jovem maravilhoso em tudo que faz”, disse. Maria Paula, Viviane Pasmanter, Moraes Moreira e Cauã Reymond também estiveram presentes.

Música após literatura

Hora de soltar a voz. O grupo Lês Pops deu uma pequena, porém significativa, demonstração do que vem por aí. Formado por quatro rapazes – além de Bittencourt, tem Daniel Lopes, Tiago Antunes e Carlos Nivaldo, Lês Pops apresentou algumas músicas de sua própria autoria. O arranjo das guitarras afinadas e uma bateria aliada aos vocais em sintonia garantiram uma grata surpresa.

Pelo que se viu e ouviu desta apresentação, Lês Pops chegam para apresentar o que há de mais novo e casual no cenário musical carioca: despojamento em fino trato. Numa das músicas, um pop-rock mais pop do que rock, a letra deixa clara a intenção do grupo de dialogar com tudo-que-está-aí. “Eu adoro Gilles Deleuze. Por isso fiz esta letra, que é uma homenagem a ele. Quer dizer, é uma música contra ele, porque é uma

canção pop, né”, explica descompromissadamente o, também compositor, Bittencourt.

Para finalizar em grande estilo e deixar o público ávido por um “quero mais”, Lês Pops trouxe uma participação de outra (quase estreante), a curitibana Thais Gulin, que também prepara CD para breve. “Bittencourt compôs uma música que estará no meu novo disco, é um grande amigo. Estamos juntos em mais essa”, disse a cantora, que lançará seu segundo trabalho pela Biscoito Fino.

O CD do Lês Pops terá como título uma das músicas, “Eu quero ser cool”. Diz a letra “Eu quero ser cool/ mas não sei como fazer...”. Se o grupo vai saber agradar ao público, sendo cool ou não, é esperar para ver.

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