A história dos quadrinhos argentinos

Livro do jornalista Paulo Ramos faz um passeio pela produção do país vizinho

iG São Paulo |

Divulgação
Capa do livro Bienvenido
Da mesma forma que a literatura argentina não se limita a Jorge Luis Borges ou o futebol a Maradona, os quadrinhos do país vizinho não têm apenas Mafalda. Para provar essa tese, o jornalista Paulo Ramos escreveu Bienvenido (Zarabatana Books, 176 páginas, R$ 36), que será lançado hoje, na Fnac da Avenida Paulista, em São Paulo.

Trata-se de um passeio pelos quadrinhos argentinos, como bem observa Adão Iturrusgarai, cartunista brasileiro, autor do prefácio. "Um passeio pela história da Argentina desde o comecinho do século 20, passando pela sangrenta ditadura, as sucessivas crises econômicas, até a chegada das publicações na internet". De fato, depois de mostrar como Mafalda, criação de Quino, tornou-se um ícone das HQs mundiais, Ramos, que defende os quadrinhos há muitos anos, oferece uma boa introdução ao trabalho argentino, desde aquele dedicado ao entretenimento como também o de resistência à ditadura.

Ramos também mostra um discreto intercâmbio com o Brasil, como a participação de Kioskerman no álbum Beleléu do Rio , ou a história de Cammie, no Zinie Royale , de São Paulo, ambos em 2009. Prova de que a rivalidade não atinge as HQs.

Lançamento de Bienvenido
Livraria Fnac
Avenida Paulista, 901, São Paulo
Quinta (20.05), às 19h00

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